Cultura, fé e memória ganham destaque em Varzelândia com lançamento literário na Praça Cícero Dumont

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A cidade de Varzelândia vive mais um momento de valorização cultural e fortalecimento da identidade local. Neste sábado, 7 de março, a partir das 17h, a Praça Cícero Dumont será palco de um encontro especial entre literatura, história e comunidade, com a presença do escritor João de Deus Gonçalves, autor do livro “Padre José Silveira dos Anjos – Testemunho de Digno Missionário de Cristo”. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Varzelândia, por meio da administração Do Povo Para o Povo, liderada pelo prefeito Amâncio Oliva, que tem buscado incentivar ações que valorizem a cultura, preservem a memória e reconheçam os talentos que fazem parte da história do município. Durante o evento, o autor estará presente em um dos estandes montados na praça para apresentar sua obra, conversar com leitores, receber visitantes e realizar uma sessão de autógrafos, proporcionando um momento de proximidade entre o escritor e a comunidade. A programação promete reunir amantes da literatura, pesqui...

Cabo Melo pode pegar 40 anos de prisão

Gissele Niza
Colaboradora

Dois anos e três meses depois de muito sofrimento, um dos casos policiais que mais mobilizou a população de Montes Claros foi solucionado. O despachante Francisco Santos Filho, o Chiquinho Despachante, foi assassinado pelo cabo da polícia militar, Laércio Soares de Melo, o Cabo Melo, na tarde do dia 30 de dezembro de 2009, na comunidade de Lagoinha, zona rural de Montes Claros.
A informação é do delegado Rodrigo Bossi de Pinho, da delegacia especializada de homicídios de Belo Horizonte, que prendeu na manhã de domingo (25), o cabo da PM.
Os autos com mais de 1.200 páginas foram concluídos e o mandado de prisão expedido pelo juiz Isaias Caldeira.
Segundo o delegado Rodrigo Bossi não há dúvidas da autoria do crime.

-Chiquinho Despachante foi assassinado, cruelmente, pelo Cabo Melo, na tarde do dia 30 de dezembro. Entre as provas do crime temos duas testemunhas que foram fundamentais para a conclusão do caso. Por isso, mesmo sem o corpo, que ainda não foi localizado, temos provas circunstanciais e testemunhais de que o Cabo Melo executou Chiquinho Despachante, afirmou o delegado.
O Cabo Melo que está preso temporariamente, até que o delegado encerre a oitiva, será acusado de homicídio qualificado, quando além de intenção de matar, a morte foi premeditada e ainda, os motivos foram torpes. No caso específico, os motivos foram cobiça e ainda, para ocultar provas de apropriação de bens. Se condenado, o Militar poderá receber pena de 15 a 40 anos de prisão, já que ele praticou um conjunto de crimes, por cada uma das vítimas, já que Melo está sendo acusado de ser o executor de outras 20 mortes. Na prática, isto significa que ele ficará preso, sem direito a qualquer benefício, pois o caso está sendo considerado como hediondo, por cerca de 10 anos.
De acordo com o delegado, que afirma que encerrará a oitiva em Belo Horizonte, no prazo de 30 dias, o Cabo Melo assassinou mais 20 pessoas, sendo três delas em Montes Claros e os demais nas cidades da região onde atuou na Polícia Militar. Mas estes casos, segundo o delegado Rodrigo Rossi, serão apurados nas respectivas delegacias dos municípios onde os crimes teriam acontecido.
Após encerrar o caso e ante as provas que levam à culpabilidade do Cabo Melo, que de acordo com ele são contundentes, o delegado acredita que será decretada a prisão temporária do acusado. O Cabo Melo então, deverá aguardar o seu julgamento preso.
Psicopata
O delegado falou também sobre a posição do militar que, desde o sumiço do despachante, tem afirmado ser inocente.
-Há indícios de que o Cabo Melo tenha personalidade psicopática. Ele é frio e calculista, e tenta de todas as formas convencer as pessoas de que é uma pessoa boa e inocente. Percebemos em todos os casos que o modus operanti dele era sempre o mesmo, utilizando-se da boa conversa, e até mesmo da condição de policial militar, ele se aproximava dos comerciantes e iniciava uma relação de amizade. Assim, conquistava a confiança e iniciava outro processo, o de estabelecer relações comerciais. Então, faziam negócios, pegava dinheiro emprestado e, quando não conseguia pagar, armava uma emboscada que acabava no desaparecimento do amigo. Apesar de ainda não termos terminado a oitiva, podemos perceber também que durante todo o tempo ele tentava se apresentar como inocente e até mesmo forjar provas que o desvincula-se do desaparecimento da vítima.
Após sumir com as vítimas, Cabo procurava confortar a família
Outro ponto observado por Rodrigo Bossi é claramente percebido no depoimento dos familiares da vítima. A viúva de Gilberto declarou:

-Um dia depois do CB Melo ter saído de casa com meu marido, ele retornou a minha casa procurando por Gilberto. Durante muito tempo me procurou para afirmar que nada faltaria para mim e meu filho, que até Gilberto voltar ele cuidaria de tudo, inclusive do colégio. Mas tudo não passou de promessa, nunca ajudou em nada, afirmou a viúva.
A mãe de Chiquinho, dona Laudir também afirmou que foi procurada por CB Melo.

-Chiquinho desapareceu no dia 30 de dezembro. No dia 28 de janeiro a campanhinha da minha casa tocou, minha filha foi atender o portão e me chamou dizendo que era um policial militar. Fui lá fora e me deparei com um policial fardado que pediu para me dar um abraço e ficar tranqüila. Depois que ele me abraçou é que li na farda o nome CB Melo. Ai ele falou que Chiquinho ia voltar, para eu ficar tranqüila e foi embora, nunca mais o vi, afirmou Dona Laudir.
Já a esposa de Chiquinho, Elenice foi procurada outras vezes pelo militar que sempre afirmava que o marido dela ia voltar.

-Desde o desaparecimento até o dia 6 de janeiro o CB Melo me procurou, tentando me acalmar, dizendo que Chiquinho devia estar viajando e que logo ia voltar. Mas continuei acompanhando os depoimentos dele na imprensa falando que era inocente. Para mim foi uma surpresa, porque ele era amigo de Chiquinho, afirmou Elenice.
Recentemente, CB Melo declarou para alguns jornalistas que Chiquinho iria voltar antes das eleições deste ano e que tudo seria esclarecido.
O advogado do Cabo Melo, Júlio Canela, afirma que seu cliente é inocente e que já está tomando as devidas providências para que a prisão temporária seja revogada.
Já as famílias de Chiquinho e de Gilberto, outra vítima montesclarense do Policial Militar, pedem que justiça seja feita.

Comentários

  1. PESSOAL ESSE CABO MELO VAI SER JULGADO DIA 18/09/2014, PELA MORTE DO CHIQUINHO E NINGUÉM FALA NADA? CADÊ A IMPRENSA INFORMATIVA?

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