Dois anos após a tragédia da creche Gente Inocente, em Janaúba, famílias de vítimas ainda lutam na Justiça por indenização

Flávia teve cerca de 80% do corpo queimado e precisa de cuidados especiais — Foto: Arquivo pessoal (G1) A adaptação foi difícil, ela chorava muito por causa das feridas, que hoje estão cicatrizando. Esperamos conseguir a indenização, porque a situação está complicada." O relato é de Élica Nayara Soares, mãe de uma das alunas feridas no ataque incendiário de um vigia a uma creche em Janaúba, no Norte de Minas Gerais, em 5 de outubro de 2017. Neste sábado (5), a tragédia no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente – que deixou dez crianças e três professoras mortas, além do criminoso – completa dois anos. E as famílias ainda brigam na Justiça para receber indenização. Na época do ataque, Élica trabalhava como cuidadora de idosos e ganhava R$ 800 por mês. Mas precisou sair do emprego para cuidar da filha, Flávia, de 6 anos, que teve 80% do corpo queimado. O marido também está desempregado – atualmente, a família vive com um auxílio mensal de R$ 1 mil pagos ...