Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Candidata de João Pinheiro não paga funcionários da campanha e alega ser vítima de golpe do próprio partido


(JP AGORA) Nesta última semana que antecedeu as eleições, a reportagem do JP Agora recebeu diversas reclamações de pinheirenses que trabalharam na campanha política da candidata Juliana Plumucena, também pinheirense, que concorre ao cargo de deputada federal. A revolta surgiu em razão da ausência de repasse da quantia estipulada previamente para pagar pelos serviços prestados. Nosso repórter, então, procurou Juliana e ela se defendeu dizendo que foi vítima de um golpe por parte de seu partido. Entenda.

Durante os trabalhos para a elaboração desta reportagem, a redação do JP Agora apurou que a candidata Juliana Plumucena combinou que iria pagar R$ 800,00 (oitocentos reais) para os denominados “colaboradores de campanha”. Os trabalhos desenvolvidos foram panfletagem, colocação de adesivos em geral, compartilhamento de imagens da campanha nas redes sociais e apoio à candidata em geral. Metade do valor combinado seria pago no dia 30/08 e o restante no dia 23/09.

Com a ausência de pagamento, diversos destes colaboradores se revoltaram e foram às redes sociais cobrar da candidata. A reportagem do site ouviu duas delas e ambas preferiram manter o anonimato temendo represálias.

“No grupo que eu estou, tem 14 pessoas, mas parece que tem mais um grupo. Eles pediram para a gente seguir, curti e comentar as fotos. Ela contratou influencers e pinheirenses, está todo mundo reclamando. Estamos tentando resolver numa boa, mas não assinaram nenhum contrato nem nada” disse a primeira mulher ouvida pelo JP Agora.

A segunda colaboradora apontou que chegava trabalho todos os dias e se mostrou bastante revoltada com o não pagamento da quantia avençada.

“Foi mais de 30 pessoas. Ela falou para gente trabalhar, todo dia tinha material e a gente postava, dia e noite. Aí ela marcou uma data para pagar R$ 400,00 e depois, dia 25 agora, pagaria o restante e até hoje nada. Ela bloqueou várias pessoas do grupo. Então eu não sei nem o que fazer. A gente ia fazer um boletim de ocorrência, mas ainda não fui. A Juliana respondeu algumas pessoas dizendo para fazer o que quiser, não pode ser assim. Na hora de contratar é bom, depois quer fazer gracinha com a nossa cara” disse.

“O pessoal já tem cartas marcadas de quem vai receber o fundo eleitoral”

Diante das reclamações aportadas na redação do site, nossa equipe entrou em contato com a candidata Juliana Plumucena. Ela pontuou que é vítima tanto quanto os pinheirenses que trabalharam na campanha e afirmou que não pretende enganar ninguém. Seu objetivo com a entrevista, segundo ela, é demonstrar a safadeza de seu partido.

“O que eu quero mostrar para o povo é a safadeza desse partido. São várias mulheres nessa mesma situação, se apresentaram como candidatas para que o partido recebesse mais dinheiro do fundo eleitoral. É só você entrar no meu Instagram que está tudo lá, as denúncias que fiz. É uma vergonha, os partidos usam nós mulheres e ainda fazem essa tremenda sacanagem, fazer eu contratar as pessoas, não repassar o dinheiro, fazer eu vir aqui em BH atrás deles” disse Juliana à reportagem do site.

Dinheiro para ficar calada e candidatura laranja
Juliana foi além e acusou a mãe do candidato Marcelo Aro de ter lhe oferecido dinheiro para que ela não reclamasse mais da situação. Segundo a pinheirense, ela recusou a proposta.

“A mãe do Marcelo Aro me procurou para passar dinheiro para eu calar a boca, só que eu não quero dinheiro. Eu quero resolver o problema de todas as minhas colegas de partido, inclusive tem uma advogada que é candidata, ela está me acompanhando em tudo e aconteceu a mesma coisa com ela. O pessoal está todo mundo bobo de ver o que o Marcelo Aro fez comigo” disse Juliana à reportagem do site.

Por fim, a candidata chegou a dizer que sua candidatura serviu como laranja para que o partido ganhasse mais dinheiro.

“A gente preenche chapa, serve como laranja, e o pessoal tem já as cartas marcadas, quem vai ganhar tanto, quem não vai, então nós servimos de laranja para dois três candidatos receber fundo partidário milionário. Recebemos falsas promessas e a gente fica como eu estou. Posso sair como mal vista, mas estou aqui e não vou esconder de ninguém. Quando eu chegar vou continuar sim andando na rua de cabeça erguida porque eu não fiz mal a ninguém e nem estou fazendo. Vou continuar em busca de justiça” finalizou Juliana.

Juliana destacou que a maioria das pessoas que trabalharam em sua campanha entenderam a sua situação e prometeu que vai esclarecer tudo a todos que se sentiram lesados. O JP Agora continuará acompanhando o caso.

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