Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

Imagem
A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Empresas de Alvimar Perrella acusadas de desviar R$ 60 mi

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Federal (PF) desarticularam ontem um esquema de fraude e desvio de dinheiro público em licitações de fornecimento de alimentação. Conforme o MPMG, as empresas se apropriaram de pelo menos R$ 55 milhões dos cofres do Estado, em contratos para fornecer refeições para presídios, e outros R$ 6 milhões da Prefeitura de Montes Claros, no Norte de Minas, onde forneciam merenda.
Sete pessoas foram presas em três cidades mineiras e uma do Estado de Tocantins. Outros dois suspeitos ainda são procurados.
A fraude era liderada pela empresa Stillus Alimentação Ltda., que tem entre os sócios o ex-presidente do Cruzeiro Esporte Clube Alvimar de Oliveira Costa, conhecido como Alvimar Perrella.
Não foi expedido mandado de prisão temporária contra ele nem contra o vice-presidente do Cruzeiro, José Maria Queiroz Fialho, sócio da Stillus, outro investigado no caso. No apartamento de luxo de Perrella, em Nova Lima, na região metropolitana, e no de Fialho, no bairro Belvedere, na capital, foram apreendidos documentos e computadores.
Dos 35 mandados de busca e apreensão expedidos na operação Laranja com Pequi, um foi cumprido na sede da Stillus, no bairro Padre Eustáquio, na capital. Por quase cinco horas, cinco auditores da Receita Estadual e dois policiais militares vasculharam o local. Eles apreenderam quatro computadores e cerca de 15 pacotes com documentos</CW>.
O esquema, que incluiria formação de cartel e participação de políticos e funcionários públicos em pagamento de propinas, teria a participação de outras sete empresas, todas ligadas ao grupo de Alvimar. O irmão dele, o senador Zezé Perrella (PDT), está fora da investigação.
Na operação de ontem, o MPMG pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal de 28 pessoas e firmas. "Os depoimentos e a análise das provas vão permitir uma finalização mais rápida da investigação", explicou o promotor de Justiça Eduardo Nepomuceno, que liderou a apuração na capital. Indícios de irregularidades foram levantados em escutas telefônicas e no rastreamento da contabilidade das empresas.
O MPMG começou a investigar o esquema em 2009. A denúncia é de que o grupo formava um cartel no fornecimento de alimentação para presos e alunos de escolas públicas. O mentor da fraude, o advogado e ex-servidor público Bruno Vidott, seria responsável por "plantar" exigências nos editais que impedissem a participação de empresas de fora do esquema. "Eram requisitos muito específicos e restritivos, como índice de liquidez, que privilegiavam a empresa beneficiada (Stillus)", afirma Nepomuceno.
Depois, as concorrentes simulavam um procedimento normal de licitação, com o credenciamento da Stillus e mais uma empresa. Com o pregão iniciado, a segunda se retirava da disputa, tornando a Stillus vencedora.
A conivência dos órgãos públicos com as irregularidades está sendo apurada. Os diretores da Penitenciária de Três Corações, Roni Buzetti de Oliveira, e da Casa de Prisão Provisória de Palmas (TO), Átila Ferreira Lima, recebiam mensalmente para favorecer as empresas, segundo o MPMG.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em Janaúba, homem é baleado na cabeça em frente à própria casa; estado é grave

Bomba política em Jaíba! Doze anos após cassação, prefeito Jimmy Murça volta ao banco dos réus e pode perder o cargo novamente

Vídeo: tragédia em Porteirinha; disputa por herança resulta em tio assassinado por sobrinho em Tocandira