Prefeitura de Varzelândia celebra 63 anos de emancipação política com orgulho e visão de futuro

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Varzelândia amanheceu em clima de celebração nesta terça-feira, 03 de março. O município comemorou 63 anos de emancipação política, reafirmando sua trajetória marcada por tradição, resistência e desenvolvimento. Sob a liderança do prefeito Amâncio Oliva, a gestão Administração Do Povo Para o Povo destacou a importância da data não apenas como um marco histórico, mas como um momento de reconhecimento à força do seu povo e à identidade construída ao longo de mais de seis décadas. Uma história escrita pelo trabalho e pela fé Varzelândia tem sua história entrelaçada à força do trabalhador rural, à cultura vibrante das comunidades e ao espírito acolhedor que define cada varzelandense. São 63 anos de construção coletiva, onde cada geração contribuiu para transformar desafios em conquistas. Da produção no campo ao fortalecimento do comércio local, da tradição religiosa às manifestações culturais que mantêm vivas as raízes do município, Varzelândia se consolidou como símbolo de perseverança e ...

Empresas de Alvimar Perrella acusadas de desviar R$ 60 mi

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Federal (PF) desarticularam ontem um esquema de fraude e desvio de dinheiro público em licitações de fornecimento de alimentação. Conforme o MPMG, as empresas se apropriaram de pelo menos R$ 55 milhões dos cofres do Estado, em contratos para fornecer refeições para presídios, e outros R$ 6 milhões da Prefeitura de Montes Claros, no Norte de Minas, onde forneciam merenda.
Sete pessoas foram presas em três cidades mineiras e uma do Estado de Tocantins. Outros dois suspeitos ainda são procurados.
A fraude era liderada pela empresa Stillus Alimentação Ltda., que tem entre os sócios o ex-presidente do Cruzeiro Esporte Clube Alvimar de Oliveira Costa, conhecido como Alvimar Perrella.
Não foi expedido mandado de prisão temporária contra ele nem contra o vice-presidente do Cruzeiro, José Maria Queiroz Fialho, sócio da Stillus, outro investigado no caso. No apartamento de luxo de Perrella, em Nova Lima, na região metropolitana, e no de Fialho, no bairro Belvedere, na capital, foram apreendidos documentos e computadores.
Dos 35 mandados de busca e apreensão expedidos na operação Laranja com Pequi, um foi cumprido na sede da Stillus, no bairro Padre Eustáquio, na capital. Por quase cinco horas, cinco auditores da Receita Estadual e dois policiais militares vasculharam o local. Eles apreenderam quatro computadores e cerca de 15 pacotes com documentos</CW>.
O esquema, que incluiria formação de cartel e participação de políticos e funcionários públicos em pagamento de propinas, teria a participação de outras sete empresas, todas ligadas ao grupo de Alvimar. O irmão dele, o senador Zezé Perrella (PDT), está fora da investigação.
Na operação de ontem, o MPMG pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal de 28 pessoas e firmas. "Os depoimentos e a análise das provas vão permitir uma finalização mais rápida da investigação", explicou o promotor de Justiça Eduardo Nepomuceno, que liderou a apuração na capital. Indícios de irregularidades foram levantados em escutas telefônicas e no rastreamento da contabilidade das empresas.
O MPMG começou a investigar o esquema em 2009. A denúncia é de que o grupo formava um cartel no fornecimento de alimentação para presos e alunos de escolas públicas. O mentor da fraude, o advogado e ex-servidor público Bruno Vidott, seria responsável por "plantar" exigências nos editais que impedissem a participação de empresas de fora do esquema. "Eram requisitos muito específicos e restritivos, como índice de liquidez, que privilegiavam a empresa beneficiada (Stillus)", afirma Nepomuceno.
Depois, as concorrentes simulavam um procedimento normal de licitação, com o credenciamento da Stillus e mais uma empresa. Com o pregão iniciado, a segunda se retirava da disputa, tornando a Stillus vencedora.
A conivência dos órgãos públicos com as irregularidades está sendo apurada. Os diretores da Penitenciária de Três Corações, Roni Buzetti de Oliveira, e da Casa de Prisão Provisória de Palmas (TO), Átila Ferreira Lima, recebiam mensalmente para favorecer as empresas, segundo o MPMG.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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