Saúde que chega a quem precisa: Varzelândia garante 90 exames especializados e amplia acesso da população

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Administração Do Povo Para o Povo fortalece a rede de saúde, reduz a espera por procedimentos e garante encaminhamentos para tomografias e mamografias em municípios da região Cuidar da saúde pública vai muito além do atendimento dentro das unidades. É garantir que cada paciente tenha acesso ao exame necessário, no momento adequado, para que a prevenção, a investigação e o diagnóstico aconteçam no tempo certo. E é justamente nesse caminho que a Prefeitura de Varzelândia, por meio da Administração Do Povo Para o Povo, do prefeito Amâncio Oliva, segue avançando. Em mais uma importante ação da Secretaria Municipal de Saúde, 90 pacientes de Varzelândia foram agendados e encaminhados para a realização de exames especializados fora do município, ampliando o acesso da população a procedimentos essenciais. Do total, 25 pacientes realizarão tomografias em Campo Azul, enquanto outros 65 foram encaminhados para mamografias em Brasília de Minas. Por trás de cada encaminhamento existe uma história, ...

Natural de Janaúba, técnico em segurança relata perdas de R$ 80 mil com apostas e desabafo sobre tentativa de suicídio


Em um relato chocante e corajoso, o técnico em segurança do trabalho Renato Rodrigues Novais, de 41 anos, natural de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, expôs publicamente sua batalha contra o vício em apostas (bets). Em entrevista ao Programa Rádio Vivo nesta quarta-feira (25), Renato desabafou sobre as perdas devastadoras que o jogo lhe causou, incluindo seu carro, o casamento e, em um momento de desespero, pensamentos suicidas.

"Cheguei a comprar uma corda e fui a um lugar para suicidar. Em uma semana, perdi R$ 39 mil", revelou Renato, destacando a gravidade de seu vício.

Da infância às apostas online: uma espiral de perdas
A relação de Renato com o jogo começou precocemente, aos 12 anos, com máquinas caça-níqueis. No entanto, a situação se agravou exponencialmente com a ascensão das apostas online. "Piorou com as bets, né?", admitiu, ressaltando que muitos pais de família vivem uma realidade semelhante.

Ele descreve a força compulsiva do vício: "Chega no final do mês, pega o salário todo, às vezes até pensa em pagar as contas, mas a força do hábito é maior. E não é brincadeira." Renato compartilhou uma pesquisa informal em seu trabalho, onde 85 de 100 colegas afirmaram jogar e confessaram vergonha de perder dinheiro, ao ouvir a história dele.

"Quando o cara joga e fala que 'ganhei', ele vai perder. Ele jogou R$ 100 e ganhou R$ 400, mas ele perdeu R$ 2 mil. O mundo do jogo é obscuro, sabe? Não é brincadeira você pegar seu salário de R$ 7 mil, jogar tudo no jogo e perder em uma hora. Você vai colocando isso na ponta da caneta, não é fácil. As contas ficam para trás. Primeiro é o jogo, depois as contas. E quanto mais você perde, mais você quer jogar", alertou Renato sobre a lógica viciosa das apostas.

Prejuízos materiais e emocionais profundos
A luta para largar o vício é árdua. Apesar de ter trocado de celular e não ter baixado os aplicativos de apostas novamente, Renato confessou que "há vinte dias perdi R$ 7 mil". Ele calcula que o prejuízo financeiro recente com as bets gira em torno de R$ 80 mil, o que o levou a ter que vender seu carro.

As consequências se estenderam para sua vida pessoal. Pai de uma menina de 9 anos, Renato viu seu casamento terminar há um ano. "Ela me falou que, provavelmente, é por conta disso. Ninguém aguenta isso, não", lamentou.

A Força da Vida e as Palavras de Guimarães Rosa
Em um dos momentos mais emocionantes da entrevista, Renato revelou que chegou ao extremo de planejar o suicídio. No entanto, o pensamento na filha e a lembrança de uma frase do conterrâneo Guimarães Rosa o impediram de seguir em frente.

Ele recitou a passagem que o salvou: "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria, e ainda mais alegre no meio da tristeza."

"Ou seja, eu saí de lá triste, mas alegre de não ter perdido a vida", concluiu Renato, enfatizando a importância de sua filha e da reflexão para superar o momento mais sombrio. Seu testemunho serve como um alerta e um pedido de atenção para a crescente problemática do vício em apostas, que afeta a vida de inúmeras famílias, inclusive em Janaúba.

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