Amâncio Oliva acelera o desenvolvimento rural e leva asfalto de qualidade ao Boqueirão da Lagoa

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Quando o assunto é transformar sonhos antigos em realidade, a gestão do prefeito Amâncio Oliva tem se consolidado como uma das mais dinâmicas e arrojadas do Norte de Minas. Com uma administração marcada por obras estruturantes e investimentos que chegam onde a população mais precisa, a Prefeitura de Varzelândia deu início a mais uma importante conquista para a zona rural: a primeira etapa da pavimentação asfáltica em CBUQ (asfalto a quente) na comunidade de Boqueirão da Lagoa. A obra representa muito mais do que a aplicação de asfalto. Trata-se de um investimento que promove desenvolvimento, fortalece a economia local e proporciona mais segurança e qualidade de vida para centenas de famílias que utilizam diariamente a via para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais. Sob a liderança do prefeito Amâncio Oliva, a Administração do Povo para o Povo vem demonstrando que o desenvolvimento não pode ficar restrito à sede do município. O olhar atento para as comunidades rurais tem gara...

Natural de Janaúba, técnico em segurança relata perdas de R$ 80 mil com apostas e desabafo sobre tentativa de suicídio


Em um relato chocante e corajoso, o técnico em segurança do trabalho Renato Rodrigues Novais, de 41 anos, natural de Janaúba, no Norte de Minas Gerais, expôs publicamente sua batalha contra o vício em apostas (bets). Em entrevista ao Programa Rádio Vivo nesta quarta-feira (25), Renato desabafou sobre as perdas devastadoras que o jogo lhe causou, incluindo seu carro, o casamento e, em um momento de desespero, pensamentos suicidas.

"Cheguei a comprar uma corda e fui a um lugar para suicidar. Em uma semana, perdi R$ 39 mil", revelou Renato, destacando a gravidade de seu vício.

Da infância às apostas online: uma espiral de perdas
A relação de Renato com o jogo começou precocemente, aos 12 anos, com máquinas caça-níqueis. No entanto, a situação se agravou exponencialmente com a ascensão das apostas online. "Piorou com as bets, né?", admitiu, ressaltando que muitos pais de família vivem uma realidade semelhante.

Ele descreve a força compulsiva do vício: "Chega no final do mês, pega o salário todo, às vezes até pensa em pagar as contas, mas a força do hábito é maior. E não é brincadeira." Renato compartilhou uma pesquisa informal em seu trabalho, onde 85 de 100 colegas afirmaram jogar e confessaram vergonha de perder dinheiro, ao ouvir a história dele.

"Quando o cara joga e fala que 'ganhei', ele vai perder. Ele jogou R$ 100 e ganhou R$ 400, mas ele perdeu R$ 2 mil. O mundo do jogo é obscuro, sabe? Não é brincadeira você pegar seu salário de R$ 7 mil, jogar tudo no jogo e perder em uma hora. Você vai colocando isso na ponta da caneta, não é fácil. As contas ficam para trás. Primeiro é o jogo, depois as contas. E quanto mais você perde, mais você quer jogar", alertou Renato sobre a lógica viciosa das apostas.

Prejuízos materiais e emocionais profundos
A luta para largar o vício é árdua. Apesar de ter trocado de celular e não ter baixado os aplicativos de apostas novamente, Renato confessou que "há vinte dias perdi R$ 7 mil". Ele calcula que o prejuízo financeiro recente com as bets gira em torno de R$ 80 mil, o que o levou a ter que vender seu carro.

As consequências se estenderam para sua vida pessoal. Pai de uma menina de 9 anos, Renato viu seu casamento terminar há um ano. "Ela me falou que, provavelmente, é por conta disso. Ninguém aguenta isso, não", lamentou.

A Força da Vida e as Palavras de Guimarães Rosa
Em um dos momentos mais emocionantes da entrevista, Renato revelou que chegou ao extremo de planejar o suicídio. No entanto, o pensamento na filha e a lembrança de uma frase do conterrâneo Guimarães Rosa o impediram de seguir em frente.

Ele recitou a passagem que o salvou: "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria, e ainda mais alegre no meio da tristeza."

"Ou seja, eu saí de lá triste, mas alegre de não ter perdido a vida", concluiu Renato, enfatizando a importância de sua filha e da reflexão para superar o momento mais sombrio. Seu testemunho serve como um alerta e um pedido de atenção para a crescente problemática do vício em apostas, que afeta a vida de inúmeras famílias, inclusive em Janaúba.

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