Foi encontrada morta em Jaíba: idosa de 70 anos é sequestrada, tem R$ 34 mil retirados da conta e acaba sendo executada e enterrada em mata

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Ramona Irene Cuevas Martinez saiu de São Paulo com destino ao Norte de Minas e desapareceu. Segundo a Polícia Militar, ela permaneceu dois dias em poder dos suspeitos antes de ser assassinada. Três homens foram presos. Um crime de extrema violência terminou de forma trágica em Jaíba, no Norte de Minas. Ramona Irene Cuevas Martinez, de 70 anos, que havia viajado do estado de São Paulo para Minas Gerais, foi sequestrada, teve R$ 34 mil transferidos de sua conta bancária e acabou morta, segundo informações divulgadas pela Polícia Militar. A idosa estava desaparecida havia 12 dias, período marcado pela angústia dos familiares que procuravam informações sobre seu paradeiro. As investigações, porém, acabaram revelando um desfecho brutal. De acordo com a PM, Ramona mantinha um relacionamento com um homem de 58 anos, morador de Manga, e viajou de São Paulo para encontrá-lo. Durante sua permanência na região, ela também teria se envolvido com um jovem de 22 anos. Segundo a versão apresentada pe...

Itacambira: adolescente é resgatado em situação análoga à escravidão em carvoaria de ex-juiz do trabalho


Um adolescente de 17 anos foi resgatado em condição análoga à de escravo em uma carvoaria na zona rural de Itacambira, no Norte de Minas Gerais. O empreendimento pertence ao juiz do trabalho aposentado Antônio Amado Vieira.

Segundo o relatório de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho em MG, o adolescente atuava no desgalhamento de árvores para a produção do carvão vegetal, atividade prevista na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP) e proibida para menores de idade.

Durante a fiscalização, realizada no dia 26 de janeiro de 2023, os auditores-fiscais do trabalho verificaram que o adolescente trabalhava sem registro e sob condições degradantes, "em locais e serviços insalubres ou perigosos".

De acordo com o relatório, o empregador não disponibilizava água potável e fresca em quantidade suficiente para os trabalhadores, e não havia banheiro onde o adolescente exercia as funções – ele tinha que fazer as necessidades fisiológicas no mato.

No local também não havia material de primeiros socorros em caso de acidentes, e o fornecimento de equipamentos de proteção individual era insuficiente. O adolescente relatou que recebeu boné, botina, luva e caneleira, itens que, conforme o relatório de fiscalização, "são insuficientes para proteção contra os riscos aos quais o trabalhador estava exposto".

"Tais irregularidades apontaram a exposição do empregado a acentuados riscos de acidentes e doenças de diversas ordens e à falta de segurança, conforto e higiene. [...] O que se viu, em resumo, foi que o trabalhador menor de idade ali em atividade estava de certo modo objetificado, visto que direitos seus dos mais basilares, relativos à sua situação contratual e às condições de execução do trabalho, não estavam sendo observados", diz um trecho do documento.

Segundo o relatório, o adolescente morava a cerca de 20 km de distância da carvoaria e ia para o local de moto. Ele é filho de outro trabalhador do empreendimento e tinha sido contratado no dia 3 de janeiro.

Aos auditores-fiscais, o juiz aposentado afirmou que contratou o jovem a pedido do pai dele e que não tinha "se atentado" para o fato de que ele era menor de idade. Antônio Amado Vieira atuou na Justiça do Trabalho do Mato Grosso do Sul e se aposentou em 1998.

A fiscalização resultou em 10 autos de infração. Ao fim do processo, o juiz aposentado pagou R$ 9.275,25 relativos a verbas rescisórias e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de R$ 2 mil de indenização por dano moral individual e R$ 3 mil por danos morais coletivos.

O g1 tenta contato com a defesa de Antônio Amado Vieira.

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