Criança no Parque reforça compromisso da Prefeitura de Janaúba com a inclusão e a felicidade das crianças

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A alegria estampada no rosto de milhares de crianças foi, mais uma vez, a grande protagonista de mais uma edição do tradicional Projeto Criança no Parque, iniciativa que há 16 anos transforma sonhos em realidade e proporciona momentos inesquecíveis para estudantes da rede pública e participantes de projetos sociais de Janaúba e da região. Realizado por meio de uma importante parceria entre a Prefeitura de Janaúba, o Sindicato Rural e diversos parceiros, o projeto se consolidou como uma das mais belas ações de inclusão social e valorização da infância do Norte de Minas. A cada edição, o evento cresce e amplia seu alcance, beneficiando não apenas crianças de Janaúba, mas também de municípios vizinhos, como Nova Porteirinha e Verdelândia. Durante o evento, a criançada teve a oportunidade de vivenciar momentos de diversão, lazer, integração e descoberta, desfrutando de atrações especialmente preparadas para garantir um dia repleto de sorrisos e felicidade. Para muitas delas, a experiência ...

Prefeito paga assessora com verba que deveria ser destinada à educação

Prefeito alegou que funcionária está com problemas de saúde
(Hoje em Dia) Prestes a completar 16 anos seguidos no cargo de prefeito, Warmillon Fonseca Braga (DEM), de Pirapora, no Norte de Minas, acumula processos judiciais. Desta vez, o Ministério Público Estadual (MPE) investiga denúncia de desvio de verbas carimbadas do Ministério da Educação, que estariam sendo usadas para pagar salários de um grupo de servidores lotado em cargos de confiança. Até a assessora particular do prefeito está vinculada à área de Educação, apesar de despachar no gabinete de Warmillon.
Na semana passada, o episódio foi levado ao MPE, que já requisitou ao prefeito cópias da documentação, pela direção do próprio sindicato dos servidores da prefeitura. Segundo a denúncia, o prefeito criou 34 cargos de gerente em Educação com salário de R$ 2.854,40 por mês, embora a rede municipal de ensino tenha apenas dez escolas. Ao todo, são gastos, mensalmente, R$ 97.049,60. A suspeita é a de que pelo menos 24 funcionários estariam ganhando salários oriundos de recursos do Fundeb, mas não estariam trabalhando na área.
Na denúncia encaminhada ao MPE, o sindicato citou três casos concretos, mas pediu investigação em outras 21 nomeações. Constam os nomes de Ivan Passos Bandeira da Mota, Regina Lucia Diniz e Juliana Silva Gomes, todos nomeados no cargo comissionado de gerente em Educação.
O Hoje em Dia localizou, na última terça-feira (15), os três servidores de confiança. Advogado, Ivan Passos trabalha como historiador, segundo informou sua mulher. “Ele (Ivan) já foi professor há muitos anos”, contou. Regina Diniz evitou falar, mas sua mãe contou que a filha nunca trabalhou na área de Educação. “Não quero conceder entrevista”, resumiu Regina.
Juliana, por sua vez, despacha todo dia na prefeitura, mas no cargo de secretária particular do prefeito. “Foi uma coincidência você ter me encontrado nesse ramal. Fui remanejada para a Educação, mas vim aqui hoje conversar com uma amiga”, justificou.
Em contato com a Secretaria de Educação, uma assessora informou que só a titular da pasta, Arlete de Souza Alves Costa, detém a relação de servidores comissionados, mas que ela não estava na prefeitura.
Em entrevista, o prefeito Warmillon disse, na última terça-feira (15), não ter medo de nenhuma investigação do MPE. O democrata refutou qualquer irregularidade na destinação da verba do Fundeb. Sobre Ivan Passos e Regina Diniz, afirmou, com veemência, que eles estão trabalhando na área de educação “escrevendo um livro sobre a história de Pirapora”. Em relação a Juliana Gomes, o prefeito disparou: “Ela é da área da Educação, mas está ficando uns dias em meu gabinete porque está com problema de saúde”.
Conhecido no meio político como prefeito “nômade” ou “profissional”, Warmillon governou Lagoa dos Patos, cidade vizinha de Pirapora por dois mandatos consecutivos. No fim do quarto mandato consecutivo, vai acumular 16 anos seguidos na cadeira de prefeito. Paralelo à sua vitoriosa trajetória de chefe de Executivo, acumulou uma enxurrada processos judiciais, mas, até agora, não teve nenhuma condenação transitado em julgado (definitiva).
Com os bens bloqueados, é acusado de improbidade administrativa (mau uso de dinheiro público) em dezenas de ações movidas pelo MPE. Em uma delas, divulgada pelo Hoje em Dia com exclusividade, virou réu por ter destinado verbas para bancar campanhas publicitárias de sua própria emissora de rádio em Pirapora. Conforme a denúncia, R$ 1,4 milhão teriam sido desviados.

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