A tranquilidade da manhã deste sábado (6) em Janaúba foi brutalmente interrompida por uma execução que já é considerada um dos crimes mais impactantes do ano. O que inicialmente foi tratado como tentativa de homicídio acabou se confirmando como homicídio consumado, após a morte de Adilson de Souza Pereira, 52 anos, no Hospital Regional.
Pouco depois das 6h, moradores da Avenida Rede Elétrica, próximo ao acesso ao bairro Jardim Imperial, foram surpreendidos por um cenário de terror: Adilson estava caído no asfalto, desacordado, ensanguentado e com perfurações na cabeça e na mão, sinais claros de que o criminoso — ou criminosos — queria garantir o fim da vítima.
Antes mesmo da chegada da Polícia Militar, equipes do Corpo de Bombeiros já prestavam socorro. A motocicleta de Adilson foi encontrada tombada na margem da via, ao lado do capacete e de seus pertences, reforçando a possibilidade de que ele tenha sido surpreendido durante o trajeto para o trabalho — ele havia saído de casa por volta das 6h20, segundo relato de uma pessoa próxima.
A Perícia Técnica fez descobertas importantes: três projéteis foram recolhidos, um deles cravado no pneu traseiro da moto e os outros dois espalhados pela cena do crime. Os peritos apontaram que as munições são possivelmente calibre .38, típico de execuções rápidas e precisas. O material foi recolhido e encaminhado para análise.
Apesar dos esforços médicos, Adilson não resistiu aos ferimentos. Sua morte transforma o caso em homicídio qualificado, aumentando ainda mais a pressão sobre as autoridades para localizar o autor ou autores.
A Polícia Militar mantém diligências intensas na região e já trata o crime como execução, considerando a dinâmica e os tiros direcionados à cabeça da vítima.
Enquanto isso, moradores vivem um misto de medo, revolta e expectativa por respostas. Janaúba amanheceu de luto — e exige justiça.
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