Democracia, representatividade e inclusão marcam nova fase das políticas quilombolas em Varzelândia

Imagem
Em Varzelândia, a gestão Do Povo Para o Povo vem consolidando uma nova forma de governar: mais participativa, inclusiva e alinhada com as demandas históricas das comunidades tradicionais. Um exemplo recente desse avanço foi o reconhecimento institucional ao processo eleitoral da Associação Quilombola de Brejo dos Crioulos, realizado no último domingo, 19 de abril de 2026. A Secretaria Municipal de Políticas Quilombolas e Povos Tradicionais, sob a condução do secretário Francisco Charles Viríssimo da Silva, destacou o caráter democrático, transparente e respeitoso da eleição, que resultou na escolha da Chapa 1, liderada por Robeito e Sara, para a presidência da associação. O órgão também fez questão de reconhecer o papel da Chapa 2, representada por Samay e Eliton, ressaltando a importância da postura ética e do espírito democrático durante todo o processo. Mais do que um ato formal, o posicionamento da Prefeitura evidencia uma gestão que compreende a relevância do protagonismo comunitá...

A exemplo de Janaúba, Polícias Civil e Militar se unem para acabar com o tráfico de drogas em Januária

O combate ao tráfico de drogas é a grande preocupação das autoridades. Em Januária, Norte de Minas, as polícias Civil e Militar se uniram para diminuir os índices de criminalidade. Em dois anos, cerca de 200 pessoas foram presas ou apreendidas por envolvimento no crime.
Segundo o delegado, Raimundo Nonato, as medidas têm dado o efeito esperado: o tráfico de drogas na cidade se estabilizou e a expectativa é que diminua. "Quando você faz um combate sistemático de drogas você ceifa muitas ações criminosas, dentre elas o homicídio", explica o delegado que lembra ainda que "há seis anos a gente tinha aqui em Januária uma incidência muito grande de crimes ligados ao tráfico de drogas. Com essas ações efetuadas, não só pela Polícia Civil como também pela Polícia Militar, houve um decréscimo acentuado [de crimes]".
O combate é realizado através de parcerias. Para o comandante da Polícia Militar, Major Edvar Souza, os desafios são vários. "Nós encontramos entraves legais. A lei que criminaliza o tráfico, a venda e aquisição, e descriminaliza o uso", critica. Uma das ações integradas entre as polícias foi uma operação realizada no dia dois de fevereiro. Na ocasião, além de crack e maconha, foram apreendidos R$6.000 e celulares.


Consequências
Aos 25 anos, Carlos Alberto (nome fictício) conhece bem os efeitos da droga. Ele começou a usar entorpecentes aos quatorze anos de idade e há três experimentou crack. "[Eu] ficava na rua até tarde. Não dormia direito. Não comia. Mal, mal bebia água. Era muito ruim mesmo", desbafa.
Depois de perder o emprego, Carlos Alberto decidiu que era hora de parar. Há seis meses ele está internado em uma fazenda de recuperação. O lugar é administrado pela irmã Vera que se emociona ao falar da relação dos jovens com o tráfico. "Às vezes, alguns não têm nem costume de receber afeto, receber carinho, de ser tratado como pessoas. Não se reconhecem como filhos de Deus, com aquela beleza que Deus criou".
Quem quiser ajudar o projeto Mão Amiga, desenvolvido na fazenda de recuperação, pode ligar para o número: 9110-5459.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em Janaúba, homem é baleado na cabeça em frente à própria casa; estado é grave

Bomba política em Jaíba! Doze anos após cassação, prefeito Jimmy Murça volta ao banco dos réus e pode perder o cargo novamente

Vídeo: tragédia em Porteirinha; disputa por herança resulta em tio assassinado por sobrinho em Tocandira