Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Corrupção na Cemig: Fraude de empresários e funcionários teria gerado prejuízo de R$ 44 milhões


(Por Clever Ribeiro) O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu, na manhã desta terça-feira (30), nove mandados de busca e apreensão contra empregados públicos da Companhia de Energia de Minas Gerais (Cemig) e empresários que tinham contratos de fornecimento com a empresa. O esquema criminoso teria gerado mais de R$44 milhões.

Essa é a informação do promotor de Justiça Marcelo Schirmer Albuquerque, que atua no caso pelo Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público (Gepp). "O MP está atribuindo a essa fraude o valor total de execução contratual", disse.

Segundo as investigações, um grupo de empregados da Cemig atuou com empresários do ramo de produção e revenda de cabos condutores e outros materiais elétricos para fraudar as contratações da Companhia - desde a fase de licitação até a execução dos contratos.

Ao longo de quase dois anos, a ação dos envolvidos favoreceu os fornecedores que, com a intervenção direta de alguns empregados públicos, obtiveram lucro com a entrega de material imprestável à Cemig.

"As fraudes foram cometidas em desfavor da Cemig nos anos de 2018 e 2019. Apuramos que essa empresa vinha sendo favorecida em licitações da Cemig por alguns empregados públicos que facilitavam o ingresso dessa empresa", disse Marcelo Schirmer em coletiva de imprensa.

Foi apurado que a utilização do referido material na rede elétrica gerida pela Companhia, apresentava riscos à qualidade, desempenho e segurança da prestação de serviços e dos usuários, além de prejuízos financeiros.

"Qualquer deficiência de qualidade nesse material poderia comprometer a segurança e desempenho do sistema", explicou.

As diligências têm o objetivo de apreender documentos, computadores, telefones celulares e dispositivos eletrônicos pessoais dos envolvidos.

Bloqueio milionário
Também foram deferidas pelo Juízo o bloqueio de bens dos envolvidos, da ordem de R$ 132.261.429,20 milhões de reais à Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), com o intuito de garantir o futuro ressarcimento dos danos causados ao patrimônio da empresa pública e aos consumidores e usuários do serviço.

A ação é integrada com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), com as Polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo e com a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais. "As investigações tiveram início por iniciativa da própria Cemig. Ela foi extremamente colaborativa", completou.

Em nota, a Cemig informou que "mantém total colaboração com as autoridades competentes e ressalta ser a maior interessada no esclarecimento dos fatos". Confira o esclarecimento completo:

A Cemig informa que realizou investigação corporativa interna sobre denúncias de supostos casos de corrupção na área de compras da Companhia, em colaboração com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

Para isso, (i) contratou assessores especializados para a condução da investigação corporativa, (ii) instaurou procedimento administrativo disciplinar (PAD) para apuração dos fatos e responsabilidades e, (iii) em 8 de janeiro de 2021, afastou cinco empregados que ocupavam posições de liderança da área de compras da Companhia, sem prejuízo de seus vencimentos, para preservação da investigação.

A Cemig esclarece ainda que, desde o primeiro momento, assumiu o compromisso de colaborar com o MPMG e informou às autoridades norte-americanas (DoJ e SEC) sobre a investigação das denúncias, pois a Companhia tem ações negociadas na Bolsa de Valores dos Estados Unidos. O relatório dessa investigação foi compartilhado com essas autoridades. A investigação seguiu padrão internacional.

A Cemig mantém total colaboração com as autoridades competentes e ressalta ser a maior interessada no esclarecimento dos fatos.

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