Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Presépio de Grão Mogol recebe a 14ª escultura

Presépio de Grão Mogol recebe a 14ª escultura
Comparar a notícia do surgimento do Presépio Mãos de Deus, em Grão-Mogol, com o impacto de um bólido vindo do espaço, não é nenhum exagero. A notícia se multiplica a cada dia mais pelo mundo, 70 vezes sete, por todos os meios e principalmente o boca a boca.
Foi por intermédio da mídia que a professora aposentada da UFMG e UEMG, Regina Almeida, integrante do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG) e da Academia Feminina de Letras de Minas Gerais soube da existência do presépio em Grão-Mogol. Movida “pela fé e pela cultura”, ela contou, reuniu 20 pessoas da Pastoral da Comunicação da Paróquia São João Evangelista, no bairro Serra, em Belo Horizonte, e rumou com elas para Grão-Mogol.
Foram de avião a Montes Claros e de ônibus completaram o roteiro. “Foi uma viagem abençoada”, disse. Regina lidera o grupo de atuação dinâmica no seio da paróquia, e com a experiência de mais de cem países visitados por ela e alguns dos paroquianos também, diz nada igual ter visto no mundo, a não ser o presépio do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida do Norte (SP).
Todos os personagens do grupo “ficaram impressionados com a obra, feita com recursos próprios do sr. Lúcio Bemquerer, que nos recebeu muito bem”, acentuou Regina. O dinamismo dela tem por missão “elevar o nível da fé e da cultura”.
Das 17 esculturas de personagens bíblicos, testemunhas do nascimento do Menino Jesus previstas para povoar o presépio, 14 já estão instaladas em seus devidos nichos, algumas em pedra sabão e outras em cimento.
Nunca Grão-Mogol recebeu visita de tanta gente fazedora de opinião como tem acontecido nesses últimos oito meses, atraídas pelo presépio e as belezas naturais do município, como serras, cavernas, grutas, cachoeiras e as casas de pedras feitas por escravos do século XVIII, além da catedral de Santo Antônio e as ruas seculares calçadas de pedras. A cidade surgiu com o garimpo de diamantes e ficou como que estagnada durante décadas. A inauguração do presépio deu a Grão-Mogol outra motivação.
Uma folheada no livro de visitas, no qual as pessoas apõem a assinatura, se poderá constatar a origem dos visitantes. Nos finais de semana sempre chegam ônibus de turistas religiosos, como que seguindo a “estrela” do presépio, obra permanente e a céu aberto, tida como a maior do mundo na sua categoria.
Como costuma dizer o autor da obra, Lúcio Bemquerer, o presépio ali estava desde milhões de anos. O que ele fez além de enxergar o que estava coberto pelo mato foi dar ao local a infraestrutura necessária para receber os visitantes, priorizando as pessoas com necessidades especiais, os cadeirantes.
Recentemente, o presépio recebeu a visita do cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, que lá rezou uma missa para mais de quatro mil pessoas, o que foi considerado o maior acontecimento de Grão-Mogol, para a sua população de mais de sete mil habitantes.
O município dispõe de um hotel confortável – Paraíso das Águas, com 34 apartamentos – e possui temperatura agradável, parece estar dentro de um microclima, o que sugere aos visitantes internacionais a comparação com o clima europeu. Fora do município, a sensação de mudança da temperatura é nítida quando o visitante se aproxima de Francisco Sá e, principalmente, de Montes Claros, cuja BR 251 devia ser duplicada imediatamente, devido ao volume intenso do tráfego de carretas, cegonheiras e ônibus.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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