José Geraldo Ferreira dos Santos, de 57 anos,
morreu após ser agredido — Foto: Reprodução/Inter TV
(Por Marina Pereira, g1 Grande Minas) A Polícia Civil identificou seis pessoas que tiveram participação na morte do vigilante que foi agredido em Montes Claros, em abril deste ano.
José Geraldo Ferreira dos Santos, de 57 anos, trabalhava em uma obra perto do ginásio poliesportivo, onde acontecia um evento carnavalesco, e foi atingido com socos, golpes de capacete e pauladas. Ele chegou a ser socorrido e morreu cinco dias após o crime, conforme noticiou o g1.
As investigações da Polícia Civil apontaram que duas adolescentes, de 15 e 17 anos, que participavam da festa, foram até a obra onde o vigia trabalhava para fazer xixi. Ao retornarem, elas avisaram aos namorados e aos amigos que haviam sido observadas pela vítima.
“As meninas teriam informado que o vigia a observaram fazendo suas necessidades fisiológicas e incitaram a agressão usando a expressão: ‘Ele é jack’, que quer dizer um abusador sexual. O que não ficou confirmado, tendo em vista que a vítima não possuía passagem pela polícia”, explicou a delegada, Francielle Drumond, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (29).
A polícia conseguiu identificar o grupo após ter acesso a imagens de circuito de segurança e também por meio de denúncias anônimas.
“Todos os envolvidos foram ouvidos e confessaram os fatos. A vítima tinha vários hematomas, mas a causa da morte foi traumatismo craniano. Algumas testemunhas relataram que quando o vigia já estava desacordado, um dos autores ainda voltou ao local e o atingiu com golpes de capacete”.
Conclusão do inquérito
O inquérito foi concluído nesta semana e a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de dois homens, de 21 anos, que estão foragidos. Eles também serão indiciados por homicídio duplamente qualificado por meio cruel e por dificultar a defesa da vítima.
Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram detidos e estão acautelados no Centro de Internação de Menores. A delegada Francielle Drumond explicou que também representou pela internação das duas meninas, que são apontadas como coautoras do crime, mas o pedido foi indeferido pela Justiça.
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