Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Demanda por gás sustenta investimento na exploração em Minas

A demanda por gás natural em Minas Gerais é suficiente para sustentar os investimentos em exploração do combustível na Bacia do São Francisco. Segundo estudo apresentado nesta quarta-feira (4) pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, na Cidade Administrativa, no longo prazo o Estado terá potencial para consumir 37 milhões de metros cúbicos por dia. O montante é mais de dez vezes superior ao distribuído pela Gasmig em Minas, 3 milhões de metros cúbicos diariamente. Destes, 87% são consumidos por indústrias.
O levantamento foi elaborado pela Gas Energy, empresa de consultoria contratada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Conforme afirma Dorothea, são necessárias, em média, 200 perfurações de poços para que seja confirmada reserva com volume e a qualidade ideais. Para cada poço, o investimento gira em torno de US$ 10 milhões, totalizando US$ 2 bilhões.
Se a demanda projetada para o longo prazo for atendida pelos poços mineiros, a secretária prevê que o Estado receba R$ 480 milhões por ano de royalties. O montante equivale a 5% do faturamento das empresas no local, estimado em R$ 9,6 bilhões anualmente.
O barateamento do gás natural em Minas Gerais foi outro ponto abordado por Dorothea. Atualmente, o combustível distribuído pela Gasmig no Estado é comprado por aproximadamente US$ 10 por milhão de BTU. Com a extração na Bacia do São Francisco, o gás poderia ser adquirido na “boca do poço” por cerca de US$ 5 por milhão de BTU, economia de 50%. Para levar o gás ao consumidor, ela afirma que será desenvolvida infraestrutura específica. No início da comercialização, entretanto, a estimativa é de que sejam utilizadas as malhas férreas e rodoviárias. No caso, o gás seria distribuído liquefeito.

Hoje, Minas só tem 1,5% de veículos a gás
Além dos 3 milhões de metros cúbicos consumidos diariamente, no levantamento foram incluídos uma projeção caso as indústrias, residências e automóveis mineiros fizessem a transição para o gás natural. O montante chegaria a 7,758 milhões de metros cúbicos. Para se ter um ideia, hoje, segundo o estudo, apenas 1,5% dos quatro milhões de veículos emplacados no Estado são movidos a Gás Natural Veicular (GNV). Juntos, eles consomem 109 mil metros cúbicos por dia. Até 2020, o potencial alcançaria a marca de 4,7 milhões de metros cúbicos diariamente. Para atingir o montante, no entanto, seriam necessárias políticas específicas para o desenvolvimento desse mercado.
Os empreendimentos que serão implantados em Minas Gerais também foram contemplados. A expectativa é de que eles demandem 26,8 milhões de metros cúbicos diariamente. Entre os novos projetos, a secretária citou a planta de amônia, em implantação em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A indústria terá capacidade de produzir 519 toneladas de fertilizantes por ano e consumirá 1,257 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia. “O gás pode ser usado como matéria-prima, como é o caso da fábrica de amônia, ou como combustível”, comentou. Para matéria-prima, o consumo chegaria a 15 milhões de metros cúbicos diariamente.
Ainda no caso do gás utilizado como combustível, foram especificados no estudo os projetos de siderurgia para ferro esponja, que demandariam 5 milhões de metros cúbicos por dia.
Atualmente, 12 consórcios exploram 39 blocos na Bacia do São Francisco. As empresas estão em fase de estudos. A previsão de Dorothea é de que em um ano e meio os consórcios tenham dados suficientes para anunciar a comercialização do combustível. A extração, que depende de maquinário não disponível no Brasil, é o principal entrave do processo.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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