Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Curvelo: idoso, de 86 anos, se forma no Ensino Médio e celebra conquista: "É só o começo!"

A esposa de Seus Geraldino, Terezinha Trindade diz se orgulhar dele — Foto: Arquivo pessoal

(Por Lorena Lemos, g1 Grande Minas) No canto da sala de casa, uma mesinha e uma cadeira. Em cima do móvel, cadernos, apostilas e um estojo. Por dez meses, esses materiais fizeram parte da rotina do seu Geraldino que, aos 86 anos, acabou de concluir o Ensino Médio através do programa de Educação de Jovens e Adultos, o EJA, em uma escola de Curvelo.

Geraldino Trindade Barbosa nasceu na zona rural de Presidente Juscelino, região Central do estado. Criado na roça, quando criança conseguiu concluir apenas a educação primária, pois teve que começar a trabalhar muito cedo para ajudar a família. Desistir de estudar, porém, nunca esteve nos seus planos. “Quando eu fui pra São Paulo, em 1955, arranjei emprego, aí resolvi fazer o fundamental”, conta.

O aposentado comenta que terminou o ensino fundamental através de um supletivo, mas quando ia começar a cursar o ensino médio, teve que deixar de lado mais uma vez o sonho de se formar, por questões de trabalho. “Eu tentei fazer o Ensino Médio, comecei um mês e meio, mais ou menos, tive que sair pra trabalhar. O horário que eu trabalhava não permitia”, lembrou.

Depois de 60 anos morando em São Paulo, ele voltou para Curvelo. Ao conversar com um comerciante que ficava em frente à escola, ele tomou conhecimento de que a instituição oferecia ensino para pessoas de todas as idades. Aquilo despertou novamente em seu Geraldino, a vontade de aprender.

“Eu acho que o segredo foi que eu simplesmente tinha uma caneta, um caderno, uma borracha e um lápis. Eu tive a malícia, o interesse de pegar a apostila, os exercícios. Eu trazia pra casa e copiava tudo no fim de semana. Só ia na aula pra tirar dúvidas e questionar algumas coisas”, descreve.

A diretora do Centro de Educação Continuada de Ensino Fundamental e Médio - CESEC, Marluce de Assis Nascimento, conta que seu Geraldino compareceu em todas as aulas durante o ano. Além de frequente, as notas são de orgulhar. “Todos os dias ele estava aqui, presente, e isso acelerou o processo dele. Em dez meses ele conseguiu concluir todas as disciplinas. Pela assiduidade dele, pela força de vontade, pelo desenvolvimento”.

Já o professor de Filosofia e Sociologia, Jeferson Ferreira de Freitas, conta que o idoso foi uma inspiração para os outros alunos. “Essa garra, essa força de vontade dele, motiva tanto a gente quanto os demais alunos da escola. Depois da formatura eu vi vários formandos chegando perto do seu Geraldino e dizendo: -seu Geraldino, o senhor foi inspiração para eu chegar até aqui”.

A esposa, Terezinha Trindade Barbosa, de 72 anos, se sente radiante pela conquista do marido. “Eu me sinto muito feliz por ele, por ele ser tão persistente naquilo que ele almeja. E o que eu posso fazer é apoiá-lo em todas as atitudes dele, principalmente em respeito aos estudos, porque é uma coisa que ele deseja muito”, diz. Ela também percebeu mudanças em seu Geraldino após reiniciar os estudos. “Até pra falar ele criou mais força.”

Seu Geraldino tem um filho, Carlos, que ficou morando em São Paulo. Mesmo longe, o filho não deixa de acompanhar o pai, se orgulhar das proezas. “A palavra que eu nunca vi faltar no vocabulário dele foi determinação e vontade. Ver meu pai, aos 86 anos, tendo vontade de estudar, realizar seus sonhos, seus objetivos, isso pra mim me deixa muitíssimo orgulhoso. Então eu acho que o maior e melhor presente que Deus poderia ter me dado, foi ser filho do seu Geraldino.”

Mas se engana quem pensa que seu Geraldino vai parar por aí. Ele tem planos de começar uma faculdade em breve. “Eu pretendo (fazer) Psicologia. Eu acho que já tá mais ou menos dentro de mim, então eu acho que vai ser mais fácil pra desenvolver”, projeta ele, que completa: “É só o começo!”.

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