Francisco Sá vira alvo de megaoperação: Polícia Civil encontra 1,8 tonelada de maconha e desmonta estrutura milionária do tráfico

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Uma operação de grande impacto realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais transformou Francisco Sá, no Norte de Minas, no centro de uma das maiores apreensões de drogas registradas recentemente na região. Cerca de 1,8 tonelada de maconha foi encontrada durante a Operação Erva Daninha, desencadeada na tarde de quinta-feira (5), em uma área rural do município. O que parecia ser apenas mais uma propriedade no interior escondia uma gigantesca estrutura voltada para o cultivo, processamento e distribuição da droga. A descoberta revelou um esquema que operava longe dos olhos da população, mas que agora está no radar das autoridades. Durante a ação, três suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. No local, os policiais encontraram uma enorme quantidade de maconha. Parte do entorpecente já estava pronta para abastecer o mercado ilegal, enquanto outra seguia em processo de secagem e preparação para comercialização. As imagens da operação...

Montes Claros lidera casos de chikungunya em Minas Gerais



(Por Márcia Vieira, O Norte) Mais de um terço dos casos confirmados de chikungunya em Minas estão em Montes Claros. O índice é alarmante e coloca a cidade em estado de alerta. Até 11 de julho, o município havia registrado 1.426 diagnósticos positivos para a doença, o que equivale a 37,5% do total (3.797) dos confirmados no Estado.

Quando se analisa o número de notificações, de acordo com os boletins epidemiológicos municipal e estadual, a cidade norte-mineira responde por 45,4% dos registros. Uma morte está em investigação – única ocorrência no Estado.

Esses números indicam que os montes-clarenses não podem baixar a guarda no combate ao Aedes aegypti nesse período de estiagem.

Apesar de o índice de infestação por larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya ter caído pela metade no levantamento realizado neste mês em comparação à pesquisa feita em maio – passou de 5,2% para 2,6% – a cidade ainda apresenta risco médio de infestação.

Isso quer dizer que, de cada cem casas monitoradas, de duas a três apresentaram focos do inseto. Agora, portanto, é a hora de fazer a varredura para evitar a eclosão dos ovos quando as chuvas começarem.

O quadro é preocupante porque a chikungunya pode ter recuperação mais lenta do que a dengue e deixar mais sequelas.

VIGILÂNCIA
Apesar da diminuição do nível de infestação, as visitas domiciliares foram intensificadas, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, afirma o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Montes Claros, Geraldo Assis.

O procedimento é focal, com identificação da larva do mosquito para evitar que eles nasçam no ambiente dos imóveis residenciais, comerciais e também em lotes vagos.

“Quando ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes, a gente faz a intervenção com UBV pesado, para evitar o aumento dos casos e fazer o controle para baixar a transmissão da doença”, explica Geraldo.

Segundo ele, o uso dessa metodologia de combate ao mosquito é aprovado apenas em situações mais graves, com regulação pelo Ministério da Saúde, em razão da questão ambiental. “Quando o carro passa, ele atinge também outras espécies de insetos”, afirma.

FOCOS
Novamente os tanques e caixas d’água, tambores, vasos de plantas aquáticas, recipientes de geladeira, pratos de suporte para plantas e bebedouros de animais foram os locais com maior predominância do criadouro. Materiais como pneus, sucata e entulhos também servem de abrigo para o Aedes aegypti depositar os ovos.

Dos 27 bairros com infestação, os maiores índices estão na Vila Tupã (20,83%), Roxo Verde (18,18%) e Vera Cruz (14,28%). Os outros 24 bairros apresentaram índice entre 5,33% e 13,48% de infestação.

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