Tragédia na “BR da Morte”: caminhoneiro morre após violenta colisão na BR-251, em Salinas

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Acidente no trecho da Ponte Nova deixou carreta pendurada sobre ribanceira e carro capotado; motorista ficou preso às ferragens e morreu no local A BR-251, em Salinas, voltou a ser cenário de uma tragédia nesta segunda-feira (31). Em mais um grave acidente na rodovia que ficou conhecida na região como “BR da Morte”, um caminhoneiro perdeu a vida após uma colisão envolvendo uma carreta e um carro de passeio. O acidente aconteceu no km 351, em um trecho conhecido como Ponte Nova, e deixou uma cena impressionante. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, com a violência do impacto, o automóvel capotou, enquanto a carreta tombou sobre a barreira de proteção da ponte e ficou perigosamente pendendo em direção à ribanceira. Dentro da cabine estava o caminhoneiro. Preso entre as ferragens, ele foi avaliado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas já não havia possibilidade de salvamento. O médico constatou a morte ainda no local. Salinas novamente marcada por tr...

Imagens feitas pelo gorutubano Orlando Brito serão projetadas no Museu Nacional

Com imagens que normalmente ultrapassam o registro fotojornalístico, o fotógrafo Orlando Brito retratou presidentes e personalidades políticas desde a ditadura militar, tendo sua obra reconhecida pela recente história do Brasil | Fotos: Acervo Orlando Brito

Um dos mais importantes fotojornalistas do Brasil, Orlando Brito (1950 – 2022) ganha homenagem nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Às 19h, 16 imagens marcantes da trajetória do fotógrafo serão projetadas na cúpula do Museu Nacional da República. Logo em seguida, às 20h, a Galeria Central do Espaço Cultural Renato Russo será batizada com o nome do primeiro brasileiro a receber o World Press Photo Prize, concedido pelo Museu Van Gogh, na Holanda, em 1979.

A cerimônia é seguida pela projeção do filme Não Nasci para Deixar meus Olhos Perderem Tempo, de Claudio Moraes, na Sala Marco Antônio Guimarães, com entrada franca e sujeita à lotação. O documentário mergulha na trajetória de Brito, que retratou instantes variados, de carreiras artísticas aos momentos conturbados do Brasil em meio a uma ditadura. “O olhar dele foi testemunha e filtro”, avalia o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

“Rebatizar a Galeria da Praça Central com o nome de Orlando Brito é dimensionar a importância desse mestre, que fez um recorte profundo da política brasileira por meio de seu olhar e sensibilidade artística”, complementa o chefe da pasta.

Carreira brilhante
O artista retratou presidentes e personalidades políticas desde a ditadura militar, tendo sua obra reconhecida pelo registro crítico da recente história do Brasil. Mineiro de Janaúba, Orlando Brito começou de forma autodidata em 1965, como laboratorista do jornal Última Hora, em Brasília. Dois anos depois, já era fotógrafo, emendando uma carreira em grandes redações como O Globo e Veja. Ao longo da carreira, conquistou 11 vezes o Prêmio Abril de Fotografia e, a partir de 1987, foi considerado hors-concours da premiação.

É autor dos livros O Perfil do Poder, 1981; Senhoras e Senhores, 1992; Brasil: de Castello a Fernandos, 1996; e Poder, Glória e Solidão, 2002.

Em junho, fotos de Orlando Brito abriram o Museu de Arte de Brasília para a visitação depois de 14 anos de abandono do espaço. Foram exibidas 18 fotografias, realizadas entre 1966 e 2021, imagens do período da ditadura militar, das “Diretas Já” e da pandemia da covid-19.

As fotos de Brito normalmente ultrapassam o registro fotojornalístico e trazem um discurso poético e artístico a ponto de terem sido incorporadas aos acervos de instituições como o Museu de Arte de São Paulo, os museus de Arte Moderna do Rio e de São Paulo e o Centre Georges Pompidou, de Paris.

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF

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