Janaúba: comunicamos o falecimento do senhor Salvador Procopio Santos

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É com pesar que comunicamos o falecimento do senhor Salvador Procopio Santos. A família comunica que o velório está acontecendo na comunidade Lagoa Grande, zona rural de Janaúba. O sepultamento será neste sábado, 19 de setembro, às 15h30m, no Cemitério Campo da Paz, bairro São Lucas em Janaúba.

Mel de aroeira do Norte de Minas Gerais agora tem garantia de origem



(O Norte) O mel de aroeira produzido no Norte de Minas agora tem certificado de origem geográfica. Concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), o selo foi o primeiro de 2022 e abrange uma área formada por 64 municípios.

A busca pelo reconhecimento envolveu vários parceiros, dentre eles, o Sebrae, que trabalha desde 2017 para concessão desse registro.

“Trabalhamos muito e agora vem o reconhecimento. Apoiamos os apicultores em visitas técnicas, participação no Congresso Nacional de Apicultura e Feira de Produtos Orgânicos, além de consultoria em gestão financeira, formação de preços dos méis e derivados e suporte em marketing digital”, diz Walmath Magalhães, analista do Sebrae Minas.

Luciano Fernandes, presidente da Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi), que envolve 26 associações, destaca que o selo traz segurança para o consumidor, que vai saber onde é o apiário, onde foi processado (o mel) e conhecer a logística do processo.

“Muda o reconhecimento nosso, porque podemos dar publicidade em níveis nacional e internacional. As pessoas vão ter a rastreabilidade. É uma garantia de qualidade, de que a gente está produzindo dentro da região dos 64 municípios e colocando no mercado. A gente acredita que são mais de 1500 produtores de mel no Norte de Minas hoje e quando você multiplica por famílias, são em torno de 6 mil pessoas que trabalham com apicultura na região”, destaca.

“Com o reconhecimento, vai aumentar também o número de apicultores e a produção, porque está havendo investimento em assistência técnica e busca de recursos”, acrescenta Luciano, ressaltando que o impacto na economia é altamente positivo.

Para se chegar à situação, foi feita uma pesquisa e comprovou-se que o mel dessa região tem os compostos fenólicos da aroeira, que varia de região por causa do solo. A média de produção anual é de 300 toneladas. A condição da região, entre cerrado e caatinga, com clima árido e poucas chuvas, contribui para a adaptação das plantas.

“Isso vai agregar valor, porque temos o serviço, reconhecimento da região, a lei da oferta e da procura, a quantidade de mel dessa área que não vai ter falsificação, a qualidade em termos de boas práticas, mas principalmente a qualidade dos compostos”.

Outro ponto que o cooperado considera relevante é a questão ambiental. “Plantas vivas ajudam a preservar o meio ambiente. São vários trabalhos sendo feitos para ampliar essa produção e o retorno do plantio de árvores. É importante ter uma mata em pé e não deitada”, explica.

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