Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Homem fica preso por ter o mesmo nome de criminoso em Minas Gerais

Almir Rogério

Advogado Roberto Soares de Oliveira mostra os
documentos do processo
Há 10 anos o autônomo Almir Rogério Ferreira da Silva, de 30 anos, luta na justiça para provar que não é criminoso. O nome dele é igual à de um homem acusado de vários crimes em Divinópolis, Minas Gerais.
A confusão dos nomes foi descoberta em 2002. Na época Almir estava em Montes Claros, onde estudava e trabalhava como mecânico ao lado do irmão. Ele procurou a Justiça Eleitoral para transferir o título para a cidade, quando se deparou com uma surpresa ruim. “Descobri que o meu título estava inativo por antecedentes criminais”, explica.
A partir daí Almir Rogério Ferreira da Silva, nascido em São Francisco, Norte de Minas, começou a luta na Justiça para provar que não era o Almir Rogério natural de São Paulo, que cometeu vários crimes no centro-oeste de Minas Gerais. “Procurei a Justiça em Divinópolis e só em 2008 consegui um documento de certidão criminal negativa, emitido na cidade, comprovando que eu não respondia por crime algum”.

A vida do trabalhador nunca mais foi a mesma. Ele conta que durante todos esses anos passou por vários constrangimentos, perdeu emprego, concursos e muitas oportunidades. "Minha vida parou”, diz.
Com o documento emitido pela Justiça de Divinópolis em mãos, ele acreditava que o problema estava resolvido. Mas em novembro desse ano, Almir procurou o Fórum de São Francisco para revolver uma pendência de pensão alimentícia, quando foi preso. Depois de pagar a pensão, o autônomo ficou sabendo que não poderia sair da cadeia, porque tinha um mandado de prisão em aberto contra ele, em Divinópolis. “Fiquei mais cinco dias preso, tentando provar novamente que eu não era esse Almir”, conta.O advogado responsável pelo caso, Roberto Soares de Oliveira, disse que o curioso é que o autor teria sido condenado a um ano e quatro meses em regime aberto, pelo crime de furto, ocorrido em 2001. “Nem ele mesmo ficou preso”, afirma o advogado. Ainda de acordo com Oliveira na Justiça existem vários processos arquivados contra o Almir Rogério Ferreira da Silva de Divinópolis.
A reportagem do G1 teve acesso aos documentos do processo. No mandado de prisão emitido pela Justiça de Divinópolis, os nomes dos pais, data nascimento e naturalidade são diferentes do Almir de São Francisco. Porém nos documentos expedidos com o número desse mesmo processo aparecem os dados dele. “As informações dos dois Almir estão no mesmo processo”, explica o advogado.O delegado responsável pelo caso em São Francisco, Daniel Botelho Almondes, informou ao advogado que pode ter acontecido um erro de digitação no sistema em Divinópolis. No documento entregue ao advogado, o delegado afirma que os dados do Almir de São Francisco foram retirados do sistema da Polícia Civil.
O delegado Regional de Divinópolis, Fernando Jorge Vilaça, descartou a possibilidade de um erro de digitação. Segundo ele, provavelmente o Almir de Divinópolis tenha apresentado a carteira de identidade do Almir de São Francisco, já que ele perdeu os documentos em 1999, antes do acontecimento dos fatos. Vilaça disse ainda que a Polícia Civil apurará o caso.
Já o Juiz da cidade, Marcelo Paulo Salgado, disse que não constam pendências em nome do Almir de São Francisco no fórum de Divinópolis.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Fonte: G1

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