Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Norte de Minas ajuda Epamig na produçãode plantas medicinais

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está iniciando, neste mês, a implementação de pesquisas para desenvolvimento de tecnologias de cultivo, colheita e secagem de 14 espécies que compõem o Programa de Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Primária à Saúde, no Estado de Minas Gerais (Componente Verde da Rede Farmácia de Minas). O projeto prevê oportunidade de geração de renda para agricultores familiares e oferta de material vegetal de qualidade para o Sistema Único de Saúde (SUS), visando a implantação da fitoterapia como opção terapêutica.
O projeto tem duração de três anos e foi aprovado pela Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) com recursos de R$ 200 mil. Coordenado pela Epamig, o estudo tem a participação do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sediado em Montes Claros, além das universidades federais de Viçosa (UFV) e de Ouro Preto (Ufop). Também participa dos trabalhos o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Universidade Estadual de Campinas (CPQBA/Unicamp) e a Embrapa Meio Ambiente.
Para iniciar o trabalho de inserção da fitoterapia no SUS em Minas Gerais, serão analisadas as seguintes plantas: calêndula, erva-baleeira, alcachofra, alecrim-pimenta, espinheira-santa, melissa, hortelã-pimenta, hortelã-rasteira, guaco, alfavaca, maracujá-doce, maracujá-azedo, tanchagem e barbatimão.
A pesquisadora da Epamig da Zona da Mata, Maira Christina Marques Fonseca, que coordena o projeto, revela que atualmente não existem tecnologias de cultivo e manejo para algumas das espécies medicinais, sendo várias delas obtidas via extrativismo. Como conseqüência, pode ocorrer falta de material vegetal de qualidade e em quantidade suficiente para atender os usuários do sistema público de saúde.
-A utilização da fitoterapia pelo SUS é de importância estratégica para ampliar as opções terapêuticas aos usuários, incentivando a implantação de novos programas, promovendo o uso racional e sustentável da biodiversidade mineira e desenvolvimento da cadeia produtiva de plantas medicinais com geração de emprego e renda aos agricultores familiares, destaca a pesquisadora.

Medicamentos
Maíra Fonseca explica que a prática de uso dos recursos naturais nos cuidados com a saúde, especialmente das plantas medicinais, tem aumentado em função da existência de ampla faixa da população brasileira sem acesso a medicamentos; a influência de fatores culturais transmitidos de geração em geração; o interesse popular e a implantação de programas como a Farmácia Viva em vários municípios do país.
O Brasil possui a maior diversidade genética vegetal do mundo, com cerca de 55 mil espécies catalogadas (de um total estimado entre 350 mil e 550 mil) e conta com ampla tradição do uso das plantas medicinais, vinculada ao conhecimento popular transmitido entre gerações. Apesar da riqueza da flora brasileira, nos últimos vinte anos o número de informações sobre plantas medicinais tem crescido apenas 8% anualmente, ressalta a pesquisadora.
-A origem da matéria-prima vegetal é de grande relevância para a garantia da qualidade, eficácia e segurança das espécies medicinais utilizadas, daí a importância da pesquisa. É a oportunidade de fusão do saber do povo com o saber do técnico, ressalta Maira Fonseca.

Pequenos produtores
As áreas experimentais de cultivo das 14 espécies medicinais serão implantadas em duas fazendas da Epamig sediadas no ICA/UFMG, em Montes Claros; nos municípios de Oratórios e Prudente de Morais e em área experimental do CPQBA/Unicamp. Ao longo do projeto, pequenos produtores serão incorporados às áreas experimentais, organizados de forma a produzir dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo Programa Componente Verde. Com a manutenção dos bancos de plantas medicinais, os agricultores deverão caracterizar cada material vegetal pela descrição agronômica de seu desenvolvimento e desempenho.
A pesquisadora da Epamig, Andréia Fonseca Silva fará a identificação botânica das espécies e incorporará as exsicatas (exemplar vegetal prensado, acompanhado de etiqueta com informações sobre a espécie) ao herbário da empresa. A obtenção das sementes e mudas, realização de tratos culturais, colheitas, análises fitoquímicas, secagem das plantas para obtenção dos extratos e triagem dos constituintes químicos serão realizadas pela equipe de pesquisadores do projeto.
Com a participação de agricultores, serão realizados dias de campo para difundir as tecnologias geradas.
-Com a disponibilização do conhecimento, pretende-se diversificar a produção, visando à utilização de práticas produtivas ecologicamente equilibradas, ao menor uso de insumos industriais, bem como à preservação das tradições culturais e do patrimônio genético, observa Maira Fonseca.
Com isso, pretende-se oferecer matéria-prima de qualidade e promover aumento da renda familiar através da venda das plantas medicinais ao SUS de Minas Gerais, contribuindo para o combate a pobreza e estimulando o processo organizativo com a participação efetiva dos agricultores familiares.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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