Estudante de Janaúba que cursava medicina é preso suspeito de fraudar vestibulares
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Óculos e carteiras com ponto, cartões de crédito, computadores e material para falsificar documentos (Foto: Michelly Oda / G1) |
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Delegado com um dos óculos com ponto eletrônico utilizados para fraudar os vestibulares (Foto: Michelly Oda / G1) |
As investigações estão sendo realizadas há um ano e seis meses, sob coordenação da PF do Espirito Santo, e têm ramificações em 10 estados e também no Distrito Federal.
Houve fraude em pelo menos 50 instituições públicas e privadas do país. Em Montes Claros, uma faculdade está sob investigação e seis pessoas são suspeitas de utilizarem o serviço.
Na casa do universitário, no bairro Ibituruna, foram apreendidos óculos e carteiras com pontos eletrônicos, além de 100 cartões de crédito, computadores e materiais para falsificação de documentos.
A fraude ocorria de duas formas: por meio do 'piloto dublê', uma pessoa que fazia a prova no lugar de outra, portando um documento falso; ou por meio de ponto eletrônico, na qual o 'piloto gabarito', que tinha a função de sair com a prova no primeiro minuto permitido, entregava as questões para que três pessoas a resolvessem e enviassem os resultados por um ponto", explica o delegado da PF, Eduardo Maurício de Araújo.
O delegado diz ainda que o estudante preso era um dos líderes da organização criminosa.
"Neste momento da operação, foram identificados líderes e pessoas com atuação efetiva, feito isso, vão ser identificados os candidatos que utilizaram da fraude", complementa.
Segundo nota divulgada pela polícia, o esquema se trata de uma atividade ilegal altamente especializada, lucrativa, organizada e disseminada, que prejudica as instituições de ensino e os alunos que se preparam para o vestibular.
"Prejuízo, ainda, para o meio médico, que recebe profissionais alheios aos princípios éticos que regem a profissão, e para a saúde pública, que será atendida por profissionais com sérios desvios de conduta, que seguramente aparecerão na tomada das decisões difíceis e responsáveis que um médico deve adotar em sua atividade", diz a nota.
O delegado da Polícia Federal disse também que não há um prazo definido para a conclusão das informações e, por isso, ainda não é possível saber todas as penas nas quais os envolvidos serão enquadrados.
Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com
Fonte: G1
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