Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Em Janaúba, Francisco Sá e Norte de Minas Gerais, seca causa perdas na agricultura e pecuária, morte de animais e dificuldades para abastecimento humano



(Por Michelly Oda, Ralph Assé, g1 Grande Minas) O Norte de Minas Gerais acumula prejuízos por conta da seca. Já estão sendo registradas perdas na agricultura e pecuária, morte de animais e dificuldades para abastecimento humano.

Um relatório feito pela Emater apontou perdas de 90% nas lavouras de feijão e milho e queda de 30% na produção leiteira no Norte de MG. Além disso, animais já estão morrendo por falta de alimento e 20 mil famílias vivem com restrição de acesso a alimentos e água potável.

A maior parte dos 123 municípios que decretaram emergência por conta da estiagem estão localizados na região, Francisco Sá é um deles.

O alimento para os animais de Adão Rodrigues deve acabar nos próximos dias.

“Daqui oito dias a comida acaba. Outros ainda nem têm”, lamenta.

Ele faz anotações sobre a quantidade de chuvas em sua propriedade, os dados deste ano não são animadores. Em dezembro de 2022 foram cerca de 400 mm, no mesmo período de 2023 choveu apenas 2,5 mm.

“As chuvas do ano passado começaram em outubro. Nesse ano, já estamos em 18 de dezembro e praticamente não teve chuva.”

O relatório da Emater destaca que, de julho a dezembro, choveu em média 187 milímetros na região, composta por 89 municípios distribuídos nas unidades regionais de Janaúba, Januária, Montes Claros, Salinas e São Francisco. A maior pluviosidade registrada nesse período foi em Montes Claros, 364,8 mm, e a menor foi em Janaúba, 60,8 mm.

“O gado tá fraco, não vai pra frente. [...] O capim já morreu todo, tem que refazer tudo e é muito gado e pouco capim na região”, lamenta o produtor rural Valdeir Reis.

Os dados levantados pela Emater apontam que houve perda de 70% das pastagens semeadas entre outubro e dezembro e os produtores enfrentam dificuldades para manter o pasto que já existia, sendo que atualmente o volume das pastagens equivale a 30% do que era esperado. A Emater destaca ainda que constatou o emagrecimento progressivo do rebanho e a morte de animais devido à seca. Além disso, os criadores enfrentam dificuldades para comercializar o gado, que está com o preço em queda.

Sérgio Murilo Marques, técnico da secretaria municipal de Agricultura, fala que essa é uma das piores secas dos últimos 10 anos. Com isso, reservatórios e rios estão completamente secos.

“Já tem praticamente um ano que não chove no nosso município. Todos os rios já secaram e nós estamos preocupados porque o lençol freático não foi alimentado porque não choveu, é muita preocupação de faltar água até para o consumo humano.”

Numa realidade pior do que a representada pelo relatório da Emater, Francisco Sá teve perdas de 100% nas lavouras. Além dos agricultores, os produtores que integram a Cooperativa Leiteira também contabilizam prejuízos, 80% deles são pequenos produtores e vivem diretamente da atividade.

“Nós tivemos uma perda de 30% na captação do leite, isso implica nada mais nada menos do que R$ 120 mil que deixam de ser repassado aos produtores", fala o presidente da cooperativa, Edson Ferreira do Couto.

“Sem chuva infelizmente não tem muito o que fazer. O pecuarista que tem condição vai ter que desfazer de parte do rebanho dele para adquiri alimento e manter a quantidade que a quantidade que for suportável em sua propriedade”, fala o extensionista da Emater, João Luiz Silveira.

Com a baixa capacidade, a barragem São Domingos, que abastecia a cidade, já não está mais sendo utilizada. O município é abastecido por meio de poços e foi criado um sistema de racionamento de água.

“Temos a projeção de abrir mais poços para suprir [a demanda] até que as chuvas venham”, fala o engenheiro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, Reinaldo Alves de Quadros.

Comentários

  1. Muito triste na minha Janauba está passando por essa crise no norte mineiro

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