Tragédia abala Várzea da Palma: irmãos morrem após carro ser destruído ao atingir árvore na BR-365

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O amanhecer deste domingo (7) foi marcado por uma das mais dolorosas tragédias registradas recentemente em Várzea da Palma. Um grave acidente na BR-365 tirou a vida de duas crianças da mesma família e deixou outras três pessoas feridas, transformando uma viagem em um cenário de desespero, tristeza e comoção. A tragédia aconteceu por volta das 6h30 da manhã, no km 121 da rodovia. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo seguia pela BR-365 transportando cinco integrantes de uma mesma família quando, por razões ainda desconhecidas, o motorista perdeu o controle da direção e o automóvel saiu da pista, colidindo violentamente contra uma árvore às margens da estrada. O impacto foi devastador. Um adolescente de apenas 14 anos e uma menina de 10 anos morreram ainda no local. As equipes de resgate encontraram um cenário de destruição, onde os esforços dos socorristas já não puderam salvar as duas jovens vítimas. A cena comoveu até mesmo os profissionais acostumados a lidar com ocorr...

Operação desarticula organização criminosa e prende 39


Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO-MG) atuou em oito cidades de São Paulo e Rio de Janeiro contra quadrilha de estelionatários

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO-MG) desarticulou, nesta quarta-feira (26/8), uma organização criminosa especializada em estelionatos com atuação em todo o território nacional. Até às 18h desta quarta, 39 pessoas já haviam sido presas em oito cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro durante a Operação Pecus. A FICCO é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS).
O grupo criminoso movimentou pelo menos R$ 10 milhões de mais de 100 vítimas identificadas pela investigação. A organização fazia as abordagens por meio do envio de falsas notificações judiciais que noticiavam supostos créditos oriundos de previdência complementar, com as quais as vítimas haviam contribuído no passado. Para a liberação do dinheiro então prometido, o grupo exigia a antecipação de valores a título de impostos e custas processuais. Dessa forma, os abordados depositavam elevadas quantias em contas repassadas pelos criminosos e, então, se davam conta que os créditos a que teriam direito eram fictícios.
Além das 39 prisões, foram apreendidos R$ 250 mil em espécie com os criminosos, três carros de luxo e duas armas. Um menor também foi apreendido porque portava armas de fogo e entregue à Polícia Civil de São Paulo. Já que não tinha relação com a investigação. Bens dos investigados, como imóveis, carros e contas de banco, também tiveram pedido de bloqueio.
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Flávio Albergaria, um dos responsáveis pela investigação, a maioria das vítimas eram aposentados e pensionistas, profissionais e ex-profissionais do Ministério Público, Poder Judiciário e das polícias. Pessoas que, em algum momento, chegaram a pagar previdência complementar e, que por algum motivo, perderam o investimento.
“Os criminosos simulavam um depósito fictício na conta das vítimas e pediam o adiantamento de 10% do valor, que seria recebido para custas processuais. Quando as pessoas faziam o investimento, o crédito do dinheiro que seria recebido era estornado, uma vez que os depósitos eram feitos com cheques roubados, por exemplo,” explicou Albergaria.
Ainda segundo o delegado, algumas pessoas chegaram a cair no golpe mais de uma vez. “Há casos de pessoas que perderam R$ 800 mil, R$ 1 milhão. Os criminosos criavam uma dependência psicológica nas vítimas, fazendo-as acreditar em outras histórias. Há casos em que ameaçavam as pessoas, falando que tinham os dados pessoais delas e de suas famílias e que elas teriam consequências em qualquer comunicação com a polícia.”
O delegado da Polícia Civil, Daniel Araújo, também responsável pela investigação, explica que o grupo chegou a enviar 2 mil cartas por semana para ludibriar as vítimas do golpe de estelionato.
“Montaram uma espécie de call center, faziam várias ligações por dia”, acrescenta. Segundo o delegado, o perfil da organização criminosa é familiar. Ou seja, trabalhavam juntos pais, mães e filhos.

Operação
Duzentos e cinquenta policiais civis e federais de Minas Gerais foram empenhados para cumprimento dos 50 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão nos dois estados. Outros 50 policiais militares, civis e agentes penitenciários deram suporte nos procedimentos de prisão e escolta dos presos, durante a chegada da organização criminosa em Belo Horizonte.
Até às 18h desta quarta, todos os presos já haviam sido transportados da Base Aérea de São Paulo, que deu apoio à operação, para o hangar da Polícia Civil em Belo Horizonte. Eles passam por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte e serão encaminhados para as unidades prisionais de São Joaquim de Bicas I e II, Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Centro Sul e Presídio Feminino José Abranches Gonçalves.
Os presos foram encaminhados para Belo Horizonte em razão do Inquérito Policial em trâmite na comarca do município. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa e estelionato, cujas penas somadas podem chegar a 13 anos de prisão.
A operação da FICCO desta quarta-feira foi chamada de Pecus em referência a palavra do latim que significa pecúlio – nome dado às economias de uma pessoa que, por meio de alguma armação, poderiam ser entregues a outros.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

Fonte: ASCOM Governo de Minas Gerais

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