Democracia, representatividade e inclusão marcam nova fase das políticas quilombolas em Varzelândia

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Em Varzelândia, a gestão Do Povo Para o Povo vem consolidando uma nova forma de governar: mais participativa, inclusiva e alinhada com as demandas históricas das comunidades tradicionais. Um exemplo recente desse avanço foi o reconhecimento institucional ao processo eleitoral da Associação Quilombola de Brejo dos Crioulos, realizado no último domingo, 19 de abril de 2026. A Secretaria Municipal de Políticas Quilombolas e Povos Tradicionais, sob a condução do secretário Francisco Charles Viríssimo da Silva, destacou o caráter democrático, transparente e respeitoso da eleição, que resultou na escolha da Chapa 1, liderada por Robeito e Sara, para a presidência da associação. O órgão também fez questão de reconhecer o papel da Chapa 2, representada por Samay e Eliton, ressaltando a importância da postura ética e do espírito democrático durante todo o processo. Mais do que um ato formal, o posicionamento da Prefeitura evidencia uma gestão que compreende a relevância do protagonismo comunitá...

'Chacina de Unaí': Antério Mânica se entrega à polícia

Antério Mânica saiu do prédio da Justiça Federal na noite desta terça-feira — Foto: TV Globo / Reprodução

(Por Jô Andrade, Gabriel Lacerda, g1 Minas e TV Globo) O fazendeiro Antério Mânica se entregou na manhã deste sábado (16) à Polícia Federal, em Brasília. A informação foi confirmada pela defesa de Antério. Ele é um dos condenados pela chacina de Unaí, que vitimou auditores fiscais do trabalho, em 2004.

Antério é um dos mandantes do crime. Além dele, também foi preso em Minas Gerais nesta quinta-feira (14) José Alberto de Castro, acusado de contratar os executores que mataram três auditores fiscais do trabalho e o motorista deles.

Ele foi condenado a 64 anos de prisão, em regime fechado. Na última quarta-feira (13), a Justiça determinou a prisão imediata de todos os condenados por serem mandantes do crime que vitimou os Auditores-Fiscais do Trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira.

Eles foram mortos em 28 de janeiro de 2004, vítimas de uma emboscada, na zona rural de Unaí, na Região Noroeste de Minas Gerais, enquanto apuravam denúncias de trabalho análogo à escravidão.

A pena para os fazendeiros chegou a mais de 50 anos de prisão por quádruplo homicídio, triplamente qualificado por motivo torpe, mediante pagamento de recompensa em dinheiro e sem possibilidade de defesa das vítimas.

Por nota, o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT) disse que a luta dos familiares das vítimas da chacina - que dura mais de 20 anos - não foi em vão. "

"Certamente, sem esse trabalho não teríamos chegado a esse desfecho, pois os envolvidos são pessoas de alto poder econômico, com os melhores advogados de defesa", disse o Sinait em nota.

Relembre
Na quarta-feira (13), o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, determinou a prisão imediata dos fazendeiros Antério e Norberto Mânica, condenados pela chacina.

A Justiça atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), para "garantir a ordem pública e a correta aplicação da lei". Os irmãos estavam em liberdade, porque recorreram da condenação e aguardavam o julgamento dos recursos.

“Não se trata de antecipar juízo sobre recursos pendentes, mas sim de fazer valer a Constituição, nos termos como interpretada pelo Supremo Tribunal Federal, no território de Minas Gerais”, disse o desembargador responsável pela decisão, Edilson Vitorelli.

Na sentença, o magistrado também explicou que, de acordo com o Código Penal, condenados a mais de 15 anos devem ser imediatamente presos, iniciando o cumprimento da pena. Ele também afirmou que recursos não reavaliam provas e fatos.

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