Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Em segundo tempo prefeito, Cruzeiro garante a vitória sobre o Náutico: 3 a 0

Time celeste teve dificuldades, mas conseguiu se impor.
O Cruzeiro não deu chances para o azar e fez o dever de casa, vencendo o Náutico por 3 a 0, neste domingo, no estádio Independência. Mesmo com a ausência do principal jogador da equipe, Montillo, a Raposa fez um segundo tempo perfeito e goleou o Timbu com Borges, Elber e Wellington Paulista.
Na próxima rodada, a 22ª, o Cruzeiro vai receber o Botafogo, novamente no Independência, às 22h, enquanto o Náutico, também em casa, vai pegar o Vasco, só que às 19h30.

O Jogo

Com os desfalques de Montillo e Ceará, o técnico Celso Roth optou por manter o zagueiro Léo improvisado na lateral direita, armando a defesa com Mateus e Rafael Donato, além de Everton na esquerda. Na armação, Souza entrou no lugar do argentino.
Curiosamente, o treinador da Raposa cortou da lista de relacionados o volante Lucas Silva, que nem no banco de reservas ficou. O jovem atleta revelado pelo Cruzeiro vinha atuando como titular e mostrando bom futebol, mas perdeu espaço, desde o jogo contra o Atlético-GO, na abertura do returno, sem motivos aparentes.
Mesmo jogando em casa, o Cruzeiro não iniciou o jogo bem. O time celeste sentiu a falta de Montillo e não conseguia criar boas jogadas, nem furar a forte retranca do Timbu, que atuava com seis homens no meio-campo, num esquema 3-6-1, com Araújo isolado no ataque. O time celeste ainda contava com a displicência de alguns jogadores, como Charles, que voltou a entrar em campo desatento, errando passes bobos.
Com a proposta de se defender e tentar descolar contra-ataques em velocidade, o Náutico aproveitou os espaços que a Raposa dava e oferecia mais perigo, principalmente com Souza, que subia com muita rapidez e obrigava a defesa do Cruzeiro a trabalhar dobrado. Entretanto, até os 20 minutos do primeiro tempo, não houve nenhuma chance clara de gol em nenhum dos lados.
O Cruzeiro tinha dificuldades de trabalhar a bola e errava muitos passes e lançamentos no meio-campo. Os atacantes Borges e Wallyson praticamente não participavam do jogo, isso porque a bola não chegava com qualidade e a equipe forçava as ligações diretas, com chutes longos da defesa para o campo de ataque. O primeiro lance de perigo real só foi acontecer aos 32 minutos. Everton surgiu como elemento surpresa, invadiu a área e bateu. No rebote, Borges tocou de cabeça, mas por cima da meta.
Depois desse lance, o time começou a melhorar e a torcida empurrava nas arquibancadas. O Náutico não conseguia ser efetivo e ainda contava com a sorte, como em outro lance de grande perigo da Raposa em cobrança de escanteio pela direita. Souza bateu forte e Léo se antecipou, resvalando de cabeça, mas a bola passou na boca do gol e saiu em linha de fundo.
A pressão cruzeirense nos últimos dez minutos do primeiro tempo inibiram o adversário, que, se estava gostando do jogo, parou de incomodar a defesa celeste e se limitava a afastar o perigo em seu campo. Destaque para o zagueiro Rafael Donato, que fazia o simples, dando chutões em todas as jogadas mano a mano.
Quando o árbitro encerrou o primeiro tempo, a torcida do Cruzeiro esboçou uma vaia ao time, por não ter marcado gol e nem jogado bem, mas enquanto a bola rolava, o torcedor apoiou muito o time.

Segundo tempo

O bom momento do Cruzeiro no final da primeira etapa foi estendido para o segundo tempo. O time voltou para o jogo imprimindo um forte ritmo, com mais qualidade nos passes e mais compacto. Só nos dez minutos iniciais, a Raposa chegou três vezes na cara do gol, em jogadas rápidas e envolventes, mas em todas elas, a arbitragem pegou impedimento.
Com domínio do jogo, faltava ao Cruzeiro ser mais incisivo no ataque. O técnico Celso Roth precisou tirar o volante Charles, que sentiu dores no tornozelo, e aproveitou para deixar o time ainda mais ofensivo, colocando Wellington Paulista em campo. Com a entrada do atacante, a Raposa mudou seu esquema. Tinga passou a atuar como segundo volante e Wallyson se postou na armação, com liberdade para se movimentar pelos lados e encaixar a bola para WP e Borges, que se enfiaram mais na área. O Náutico estava todo na defesa e o goleiro Fábio praticamente era um espectador.
Mantendo a mesma dinâmica, Roth experimentou o jovem Elber no lugar do velocista Wallyson,q ue não conseguia ser efetivo. A ideia era usar a boa técnica do garoto na criação, que também é rápido. Na primeira participação do meia prata da casa, ele disparou pela direita, mas tentou decidir sozinho e acabou chutando fraco para o gol. Pelo centro, havia um companheiro avançando em melhor condição.
De tanto insisitir, o Cruzeiro conseguiu marcar o seu gol. Aos 29 minutos, a estrela de Borges brilhou. Ele estava no lugar certo e na hora certa, quando Everton bateu falta pela esquerda. A bola foi rebatida pela zaga e acabou sobrando para o matador, que tocou de cabeça para o fundo das redes. 1 a 0.
O gol acendeu ainda mais o Cruzeiro, que encurralou o Timbu até ampliar. E o segundo gol foi uma pintura, em jogada rápida que começou com Wellington Paulista. O atacante tocou para Everton, que acionou Elber dentro da área. O garoto acertou lindo chute e estufou as redes. Na comemoração, ele extravazou e chorou muito.
No finzinho do jogo, ainda deu tempo da Raposa fechar o placar, em nova jogada envolvente do atacante celeste. Tinga, pela direta, cruzou rasteiro e Wellington Paulista só empurrou, sem dificuldades, confirmando a supremacia do Cruzeiro sobre o Náutico dentro de casa. Depois que o juiz encerrou o jogo, o time pernambucano reclamou muito com a arbitragem e o atacante Kim acabou levando o cartão vermelho.

Cruzeiro 3 x 0 Náutico
Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Público / Renda: 11.673 pagantes / R$ 271.985,00
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Gols: Borges, aos 29'; Elber, aos 41' e Wellington Paulista, aos 45' do 2º tempo.
Cartões amarelos: Patric, Jean, Ronaldo Alves, Martinez e Kim (Náutico); Rafael Donato, Léo e Elber (Cruzeiro)
Cartões vermelhos: Kim (Náutico)

Cruzeiro
Fábio, Léo, Mateus, Rafael Donato, Everton, Leandro Guerreiro, Charles (Wellington Paulista), Tinga e Souza (Elber); Borges (Sandro Silva) e Wallyson
Técnico: Celso Roth

Náutico
Gideão, Patrick, Jean, Ronaldo Alves e João Paulo; Alemão, Souza, Martinez, Dadá (Romero) e Lúcio (Rogerinho); Araújo (Kim)
Técnico: Alexandre Gallo



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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