Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Sindicância investiga fraudes no Instituto de Terras

O Iter é responsável por delimitar as terras que serão regularizadas por emissão de títulos
(Hoje em Dia) A Controladoria Geral do Estado decidiu investigar licitações e contratos do governo com empresas responsáveis por medir as terras públicas em Minas, sob suspeita de aumento no valor unitário dessas medições, bem como superfaturamentos na prestação dos serviços. O órgão alvo da devassa é o Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter-MG). A apuração acontece oito meses depois que o Ministério Público Estadual deflagrou a operação “Grilo”, que resultou na prisão do então diretor-geral do Iter, Ivonei Abade, e na exoneração do ex-secretário extraordinário de Regularização Fundiária do Estado Manoel Costa.
Foi publicada no “Minas Gerais”, Diário Oficial do Estado, uma portaria em que a Controladoria abre sindicância para apurar eventuais irregularidades em contratos do Iter. Eles estão inclusos no Programa de Desenvolvimento Sustentável Agrário. De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto de Terras, o programa foi responsável pela regularização fundiária no interior mineiro e data da gestão passada. Ou seja, são ações desenvolvidas na esfera da operação “Grilo”. Em setembro do ano passado, promotores do Norte de Minas acusaram dirigentes do Iter e da secretaria de fraude na emissão de títulos de regularização fundiária a proprietários da região. As terras legalizadas pelo Iter, em sua maioria, eram devolutas e estão sob suspeita.
Agora, o próprio governo vai apurar as denúncias de irregularidades. A sindicância aberta pela Controladoria tem por base um relatório da auditoria do Iter, elaborado no ano passado, após a ação do Ministério Público e a saída dos servidores estaduais acusados de corrupção.
Na publicação oficial da Controladoria são citadas possíveis irregularidades, detectadas na auditoria interna. Entre elas está a contratação de empresas inabilitadas e o superfaturamento de serviços prestados ao Iter. “Ventila possíveis irregularidades licitatórias, bem como contratuais, por ocasião da realização de diversas despesas, para implementação e execução do Programa Desenvolvimento Sustentável Agrário”, diz trecho do despacho, assinado pela subcontroladora, Mônica Aragão Martiniano Ferreira e Costa.
As supostas ilegalidades elencadas pela Controladoria são “possíveis discrepâncias entre a quantidade de medições contratadas e o saldo empenhado; possíveis contratações de empresas inabilitadas; possível dissonância entre os preços praticados pelo mercado e os valores apresentados na planilha de preço referência; e o suposto aumento injustificado no valor unitário das medições”.
O Iter é responsável por medir e delimitar todas as terras do Estado e aquelas que serão regularizadas por meio da emissão de títulos de propriedade.
As assessorias de imprensa da Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária e do Iter informaram que a sindicância e o relatório de auditoria do órgão são sigilosos, não podendo fornecer informações para o público.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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