Quase uma década após uma das maiores tragédias da história de Minas Gerais, Janaúba volta a revisitar uma ferida que jamais cicatrizou completamente — mas desta vez, pela ótica da memória, da coragem e da humanidade. Foi realizada nesta sexta-feira (15/05) a primeira reunião entre os produtores do longa-metragem e familiares das vítimas da tragédia da Creche Gente Inocente, em um encontro marcado por emoção, escuta e respeito às histórias que mudaram para sempre a cidade.
O projeto cinematográfico pretende levar às telas não apenas os fatos do ataque incendiário ocorrido em 2017, mas sobretudo os gestos de bravura que emergiram em meio ao caos. A produção irá homenagear Heley de Abreu Silva Batista, Geni Ferreira da Silva e Jéssica Morgana — mulheres que se tornaram símbolos de amor ao próximo ao sacrificarem as próprias vidas para salvar crianças durante o incêndio criminoso.
Mais do que reconstruir a tragédia, o filme nasce com a proposta de preservar um legado humano que ultrapassou os limites de Janaúba e emocionou o país inteiro.
A direção ficará sob responsabilidade de Rogério Sagui, nome reconhecido nacionalmente por trabalhos em grandes produções da televisão e do streaming, como Mar do Sertão e Dona Beja. Segundo os envolvidos, o longa já se encontra em fase de pré-produção e deverá aprofundar não apenas os acontecimentos daquele dia, mas também as histórias de superação, solidariedade e reconstrução vividas pelas famílias e profissionais envolvidos no resgate das vítimas.
A reunião realizada em Janaúba foi considerada um dos passos mais importantes do projeto, justamente por aproximar a equipe de produção das famílias atingidas pela tragédia. O objetivo, segundo os organizadores, é construir uma narrativa sensível, responsável e fiel à memória das vítimas.
A tragédia da Creche Gente Inocente, ocorrida em outubro de 2017, deixou marcas profundas em Janaúba e mobilizou o Brasil. Agora, anos depois, a cidade se prepara para ver sua história transformada em cinema — não como uma lembrança da violência, mas como um tributo à coragem de pessoas comuns que, diante do horror, protagonizaram atos extraordinários.
Fonte: Janas Mil Grau
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