Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Estudante de Paracatu-MG é o primeiro brasileiro negro a se formar em Harvard College



O estudante Arthur de Oliveira Abrantes, 25 anos, natural de Paracatu Minas Gerais, foi o primeiro brasileiro negro a se formar em Harvard College, uma faculdade de graduação da Universidade de Harvard, localizada em Cambridge, Massachusetts nos Estados Unidos da América (EUA).

Arthur estudou em escolas públicas a vida inteira, do primário até formar no ensino médio, tendo passado por instituições públicas municipais, onde fez o fundamental I, estadual onde fez o fundamental II, e o ensino médio no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).

O jovem, que se formou em computação, contou em entrevista para os Estudantes NINJA sobre sua conquista.

“É uma alegria estar se formando, especialmente numa universidade como Harvard. Acho que eu descobri essa possibilidade de fazer faculdade nos Estados Unidos depois que eu vi alguém com um contexto parecido com o meu, ele foi lá e passou. Eu vi que era possível a partir daí. Foi assim que eu decidi tentar também.”

Antes de terminar o ensino médio, Arthur prestou vestibular para diversas universidades pelo mundo. “No final do ensino médio, eu fiz esse processo conhecido como ‘Application’, e passei em algumas universidades, inclusive em Harvard, mas não tenho parentes nos Estados Unidos, meus pais moram no Brasil. Fiquei lá 6 anos estudando com bolsa na faculdade, uma bolsa por necessidade financeira. Eles dão todo o dinheiro que precisa para estudar lá, eu não tive que pagar nada”, pontuou.

Após ter sua aprovação conquistada na graduação, Arthur criou um perfil no Instagram @faculdade.nos.eua, para ajudar e inspirar outros estudantes a também estudarem em outros países.

“Fiz o perfil com o objetivo de alcançar outras pessoas, inspirar pessoas a tentarem essa possibilidade. Mesmo que a pessoa não tente nos Estados Unidos ela pode tentar no Brasil. Tem grandes diferenças para algumas pessoas no Brasil, até de onde também vim, [que faz uma pessoa] não pensar em fazer faculdade ou até mesmo não tentar. Estudar fora as vezes parece uma coisa muito fora da realidade, mas, às vezes, se você vê alguém que já fez, você pode usar como inspiração, foi o que aconteceu comigo.”

Arthur contou que a experiência de estudar EUA foi importante para ele e que pretende permanecer lá.

“Quando você faz faculdade nos Estados Unidos você pode ficar aqui trabalhando com o visto de trabalho. Eu optei por ficar aqui por enquanto, vou trabalhar em uma startup de tecnologia fazendo engenharia de software para eles, programando.”

Apesar de ser o primeiro brasileiro a se formar, ele pontuou que Harvard é bastante diversa.

“Vários negros em Harvard; americanos; da África e tal. É uma faculdade bem diversa para falar a verdade. Acho que foi um dos lugares mais diversos que eu já fui. Tem gente de todos os países do mundo, de todos os religiões, raças. Tinha norte-americano; negro; branco; asiático; tinha cristão; judeu: muçulmano; é uma faculdade bem diversa. Pra mim, apesar de ser o primeiro do Brasil, não teve nenhuma dificuldade, nenhum desconforto. É um lugar bem inclusivo”, finalizou.

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