Janaúba: comunicamos o falecimento do senhor Salvador Procopio Santos

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É com pesar que comunicamos o falecimento do senhor Salvador Procopio Santos. A família comunica que o velório está acontecendo na comunidade Lagoa Grande, zona rural de Janaúba. O sepultamento será neste sábado, 19 de setembro, às 15h30m, no Cemitério Campo da Paz, bairro São Lucas em Janaúba.

Mais de 100 escolas estaduais estão ocupadas em Minas Gerais

Estudantes ocupam Estadual Central contra reforma do ensino médio

(G1) O número de escolas estaduais ocupadas por estudantes em Minas Gerais chega a 103 nesta segunda-feira (31), de acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SEE). Eles protestam contra a reforma do ensino médio e a proposta de emenda constitucional (PEC) 241, que impõe um teto ao crescimento dos gastos públicos.

Uma das mais tradicionais da capital, a Escola Estadual Milton Campos, conhecida como Estadual Central, na Região Centro-Sul, foi uma das primeiras a ser ocupadas. Desde o dia 6 de outubro, os alunos estão mobilizados no pátio. O colégio e outras seis instituições de Belo Horizonte foram locais de votação neste domingo de eleições. Nenhum incidente foi registrado. Em relação à realização do Exame Nacional do Ensino Médio nos locais ocupados, a SEE informou que aguarda posicionamento do Ministério da Educação (MEC), responsável pela realização do exame.

UFMG
A ocupação no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) começou no dia 19 de outubro com o prédio do Centro de Arividades Didáticas (CAD) 1. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes UFMG (DCE-UFMG), são oito os prédios ocupados até esta segunda-feira.

São eles: dois do Centro de Atividades Didáticas (CAD) - desde 21/10; a Faculdade de Educação (FAE) - desde 21/10; o Instituto de Geociências (IGC) - desde 24/10; a Faculdade de Arquitetura - desde 24/10; o Instituto de Ciências Agrárias, em Montes Claros, na Região Norte do estado - desde 25/10, a Escola de Belas Artes - desde 27/10, e a Faculdade De Letras - desde 27/10.

A universidade não vai se pronunciar sobre as ocupações.

UFVJM
Prédios da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina e em Janaúba, estão ocupada desde o dia 13 de outubro. O campus Unaí começou a se mobilizar no dia 21. O DCE da instituição informou que a luz chegou a ser cortado na sexta-feira (28) e no sábado (29). A UFVJM confirmou que faltou energia nestes dias, mas não soube dizer se foi um problema técnico. Parte do corpo docente da universidade entrou em greve também contra a PEC 241. Segundo a instituição, as aulas estão sendo realizadas normalmente.

De acordo com o reitor, professor Gilciano Saraiva Nogueira, a equipe gestora mostrou-se desde o início da ocupação ser solidária ao movimento e em favor da universidade e da educação pública, mantendo atenção à situação da UFVJM, especialmente no que diz respeito à manutenção dos campi Unaí e Janaúba, bem como a dos cursos de medicina.

UEMG
A Escola Guignard, na Região Centro-Sul, de Belo Horizonte, começou a ser ocupada no dia 25 de outubro. Segundo a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), as aulas acontecem normalmente no local.

UFOP
Quatro prédios da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) estão ocupados desde o dia 27 de outubro, segundo a instituição.

PEC 241
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou no dia 9 de agosto, por 33 votos a favor e 18 contra, a admissibilidade da proposta de emenda constitucional (PEC) encaminhada pelo governo e que institui um teto para os gastos públicos por até 20 anos.

A PEC 241 impõe um teto ao crescimento dos gastos públicos, que impacta diretamente nos recursos destinados à educação pública; a Medida Provisória 746, que reestrutura o Ensino Médio no Brasil; o Projeto de Lei 257, que retira direitos dos trabalhadores; o quadro orçamentário e financeiro de 2016 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2017.

Reforma do ensino médio

As mudanças afetam conteúdo e formato das aulas, e também a elaboração dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A primeira mudança importante determinada pela medida provisória é que o conteúdo obrigatório será diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. Artes, educação física, filosofia e sociologia, deixam de ser obrigatórias.

O segundo destaque da reforma será o aumento da carga horária. Ela deve ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). Com a medida, a intenção do ministério é incentivar o ensino em tempo integral e, para isso, prevê programa específico com R$ 1,5 bilhão para incentivar que escolas adotem o ensino em tempo integral.

A previsão do MEC é que turmas iniciadas em 2018 já possam utilizar as mudanças. Até lá, as redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

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