Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Secretário é exonerado após denúncia sobre fraude na legalização de terras

O secretário de Estado da Regularização Fundiária, Manoel Costa, foi exonerado do cargo após investigação da Polícia Federal e dos Ministérios Público Estadual e Federal apontar fraude na legalização de terras no Norte de Minas Gerais. Dois diretores do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) também deixaram o cargo, segundo o governo do estado. Os diretores Antônio Carlos Quaresma e Ivonei Abade são apontados na investigação da Operação Grilo.
Segundo o Ministério Público Estadual, o diretor Ivonei Abade é um dos nove presos durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva nesta terça-feira (20). O MP informou às 17h que Quaresma foi preso em Florianópolis e que um empresário de Salinas está foragido. 
Os outros presos, segundo o Ministério Público Estadual, são três servidores do Iter-MG, um policial civil, uma tabeliã de cartório de notas e dois empresários ligados a duas mineradoras. Foram expedidos 22 mandados de busca e apreensão, dez de prisão temporária, além do sequestro de R$41 milhões.
As buscas foram feitas em Belo Horizonte, Oliveira e Divinópolis, em Rio Pardo de Minas, Salinas, Serranópolis de Minas, Taiobeiras, Janaúba e Curvelo.

Por meio de nota oficial, a Superintendência de Imprensa do governo de Minas informou que, no final de 2010, a Controladoria Geral do Estado (CGE) recebeu uma denúncia de um cidadão sobre a existência de eventuais irregularidades quanto à prestação de serviços relacionadas à regularização fundiária. A partir disso, segundo o governo, foi aberta uma auditória, que se encontra em fase de conclusão, e instaurados procedimentos administrativos a pedido do Secretário de Estado da Regularização Fundiária, Manoel Costa.
O governo explicou que os servidores e o secretário foram afastados para não prejudicar as investigações e que vai colaborar com o Ministério Público e com a Justiça para identificar e responsabilizar os eventuais culpados.

Procurado pelo 
G1, o ex-secretário de estado extraordinário de regularização fundiária, Manoel Costa, informou que não tem detalhes sobre as investigações. “Não sei se há acusações específicas contra a minha pessoa”, disse. Perguntado sobre o motivo da exoneração, ele afirmou que “não tem nada contra”. “É para não ficar um desgaste político. Apuram-se os fatos e pronto”, falou.

Segundo Costa, ele levantou pessoalmente as informações sobre irregularidades que deram origem a estas investigações. ”Estávamos preocupados, desconfiados. Nossa ação foi proativa. Passamos informações tanto para a Auditoria Geral do Estado quanto para o Ministério Público no fim do ano passado e no início deste ano”, relatou.
Manuel Costa disse ainda que não tem informações sobre as mineradoras investigadas. Segundo ele, a equipe em que atuava há quatro anos e meio focava na regularização de pequenas propriedades. “Não temos nenhuma relação com mineração. Nossa ação é só atuar na regularização de terras de até 100 hectares na zona rural”, completou.

Ninguém do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) foi encontrado para comentar sobre o afastamento de dois diretores e a prisão de três servidores investigados.

Investigação
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, as investigações demonstraram que uma organização criminosa atua patrocinando a grilagem de terras públicas no Norte de Minas Gerais, que posteriormente são vendidas a mineradoras. O objetivo seria a exploração de jazidas de minério de ferro, com potencial estimado em 10 bilhões de toneladas.
Os investigados também são suspeitos de falsificação de documentos públicos e particulares, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, segundo informações da polícia.

Em apenas um dos casos sob investigação, determinada mineradora teria comprado, efetuando pagamento único e em espécie, vasta extensão de terras subtraídas do Estado de Minas Gerais pelo valor de R$ 41 milhões. O sequestro de bens foi pedido pela Justiça, de acordo com a polícia.

Polícia Federal diz que o esquema contava com a participação de servidores públicos, que legitimavam a posse de terras devolutas por laranjas, que jamais tinham sido proprietários ou possuidores de terras na região. A seguir, numa outra operação fraudulenta, o agora proprietário vendia o referido título a pessoas físicas ou jurídicas intermediárias que, ao final, negociavam a terra com grande mineradoras a preços muito elevados.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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