Tragédia abala Várzea da Palma: irmãos morrem após carro ser destruído ao atingir árvore na BR-365

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O amanhecer deste domingo (7) foi marcado por uma das mais dolorosas tragédias registradas recentemente em Várzea da Palma. Um grave acidente na BR-365 tirou a vida de duas crianças da mesma família e deixou outras três pessoas feridas, transformando uma viagem em um cenário de desespero, tristeza e comoção. A tragédia aconteceu por volta das 6h30 da manhã, no km 121 da rodovia. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo seguia pela BR-365 transportando cinco integrantes de uma mesma família quando, por razões ainda desconhecidas, o motorista perdeu o controle da direção e o automóvel saiu da pista, colidindo violentamente contra uma árvore às margens da estrada. O impacto foi devastador. Um adolescente de apenas 14 anos e uma menina de 10 anos morreram ainda no local. As equipes de resgate encontraram um cenário de destruição, onde os esforços dos socorristas já não puderam salvar as duas jovens vítimas. A cena comoveu até mesmo os profissionais acostumados a lidar com ocorr...

Quadrila rouba 41 milhões em Minas Gerais

Escutas telefônicas apontam, de acordo com a Polícia Federal e Ministério Público, que pessoas que agiram como representantes da mineradora Vale fizeram o pagamento de R$ 41 milhões à quadrilha formada na Região Norte de Minas para a venda de terras devolutas do governo do estado. Pelo menos parte do dinheiro, cerca de R$ 32 milhões, segundo a PF e o MP, foi depositada pela empresa na conta-corrente de Orozino Marques Carvalho, conhecido por Oró, um dos mentores do esquema, em 25 de agosto em uma agência do Banco Bradesco, em Porteirinha.
A quadrilha foi desmontada em operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público realizada na terça-feira, que provocou a queda do ex-secretário de Estado de Regularização Fundiária Manoel Costa. Quatro integrantes da cúpula do Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter-MG) foram presos na operação, batizada de Grilo, em referência à grilagem de terras. Funcionários de cartórios de cidades da região também foram presos, além de um policial civil.
A Polícia Federal e o Ministério Público investigam o destino dos R$ 9 milhões que restam do total pago. O valor já rastreado foi bloqueado pela Justiça. As terras públicas vendidas pela quadrilha ficam nos municípios de Fruta de Leite, Novo Horizonte, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso, Taiobeiras e Indaiabira. O interesse da Vale em adquirir terras no Norte do estado, de acordo com a PF e o MP, ocorreu em função da descoberta de grandes jazidas de minério de ferro na região. As provas de que supostos representantes da Vale negociaram com a quadrilha foram obtidas nas investigações por escutas telefônicas e depoimentos de testemunhas, além do acompanhamento da movimentação financeira.
Em 20 de setembro, a tabeliã Maria Milza Barbosa, do cartório de Registro Civil e de Notas de Serranópolis de Minas, uma das comarcas da região, afirmou à PF que, em 22 de agosto, Luciano Rezende, administrador, e Bernardo Gomes Leal, que se identificou como advogado, mas, conforme dados da seção Minas Gerais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), é estagiário de direito, ambos representando a Vale, estiveram no cartório acompanhados dos casais Ricardo de Carvalho Rocha e Luciana Rocha Mendes e Orozino Marques Carvalho e Adelzuith Marques Carvalho. A tabeliã, que não está entre os servidores de cartório presos na Operação Grilo, afirma no depoimento que escrituras foram lavradas e que o valor foi pago pela Vale. Ricardo aparece nas investigações operando nas mesmas funções que Orozino na quadrilha, a de interceptador e vendedor das terras.
Em uma das gravações de conversas telefônicas feitas nas investigações, Ricardo conversa com uma pessoa que se identifica como Rafael, que diz: “Tô com um problema. Vê se pode ajudar a gente. O valor final dá a mesma coisa, mas por fazenda é diferente. O que eu queria é ver com você… este setor de cadastro aqui da Vale demanda tempo. Queria ver para você olhar com os outros proprietários se não dava para depositar tudo para você e depois você transfere”. Para o MP não há dúvidas de que Rafael também é um dos negociadores da Vale no Norte de Minas. Quanto a Ricardo, os promotores suspeitam que seja quem recebeu o valor restante dos R$ 41 milhões pagos pela empresa. A reportagem tentou ligar para Rafael, mas o número foi desativado.
De acordo com a PF e o MP, a reclamação da mineradora em relação ao alto número de proprietários de terra envolvidos na transação ocorre pelas características da fraude. Para ter posse concedida pelo Iter, responsável pela regularização de terras em Minas, os terrenos não podem ter tamanho superior a 100 hectares. A maioria dos proprietários, no entanto, eram laranjas que recebiam para figurar como posseiros e passar procuração de venda para o comando da quadrilha. As terras adquiridas por R$ 41 milhões somariam aproximadamente 3 mil hectares.
Em nota divulgada na terça-feira, a Vale afirma que faz estudos no Norte de Minas para implantação de unidade de mineração de ferro e que “nos processos de aquisição de terrenos realizados na região, a companhia não identificou qualquer irregularidade”.



Pablo de Melo

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