Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Em Januária, cerca de 600 pés de pequi são derrubados e enterrados em fazenda localizada dentro de área de proteção ambiental ; multa deve ultrapassar R$ 2 milhões






(Por Nátila Gomes, g1 Grande Minas) Cerca de 600 pés de pequi foram encontrados enterrados em uma fazenda localizada dentro da Área de Proteção Ambiental Estadual Cochá e Gibão, na zona rural de Januária.

O crime foi descoberto durante fiscalização conjunta entre a Polícia Militar Ambiental e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Januária, desencadeada nesta terça-feira (21), após denúncias. De acordo com o coordenador do IEF de Januária, Mário Lúcio dos Santos, as multas aplicadas pelos crimes ambientais observados no local devem ultrapassar os R$ 2 milhões. O proprietário não foi encontrado no local, mas foi notificado e deverá comparecer à delegacia para prestar depoimento.

“Além das denúncias, nós fizemos o monitoramento via satélite e cruzamos as imagens de antes e depois. Antes, os pés estavam em pé, e agora percebemos manchas brancas que indicavam a supressão das árvores. Isso nos chamou a atenção. No local, encontramos uma área com folhas e galhos de pequi. Com isso, descobrimos que os pés estavam enterrados”, relatou o coordenador do IEF - Januária.

Segundo a Polícia Militar Ambiental, máquinas agrícolas eram utilizadas para abrir buracos e enterrar as árvores, com o intuito de escondê-las da fiscalização. Dois tratores foram embargados.

O gerente da fazenda confirmou aos policiais que, com o auxílio de tratores, foi feita a supressão dos pés de pequi com o objetivo de limpar a área de quase 200 hectares para posterior cultivo de cebolas.

Ainda conforme a polícia, outros crimes ambientais foram identificados no local. Os militares constataram o plantio de 126 hectares de eucalipto sem licenciamento ambiental, além de uma carvoaria, que também operava de forma ilegal. Dentro dos 18 fornos construídos no local, a polícia encontrou 63 metros cúbicos de carvão vegetal. Foram encontrados, ainda, 63 metros cúbicos de eucalipto prontos para serem queimados, além de 30,67 metros cúbicos de lenha nativa.

Como o proprietário não estava no local, foi lavrado o Termo Administrativo de Comparecimento para que o gerente da fazenda entregue a ele, e que ele procure a Polícia Ambiental para esclarecimentos.

O g1 não conseguiu contato com o proprietário da fazenda. Caso a defesa se manifestar, essa matéria poderá ser atualizada.

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