Prefeitura de Varzelândia celebra 63 anos de emancipação política com orgulho e visão de futuro

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Varzelândia amanheceu em clima de celebração nesta terça-feira, 03 de março. O município comemorou 63 anos de emancipação política, reafirmando sua trajetória marcada por tradição, resistência e desenvolvimento. Sob a liderança do prefeito Amâncio Oliva, a gestão Administração Do Povo Para o Povo destacou a importância da data não apenas como um marco histórico, mas como um momento de reconhecimento à força do seu povo e à identidade construída ao longo de mais de seis décadas. Uma história escrita pelo trabalho e pela fé Varzelândia tem sua história entrelaçada à força do trabalhador rural, à cultura vibrante das comunidades e ao espírito acolhedor que define cada varzelandense. São 63 anos de construção coletiva, onde cada geração contribuiu para transformar desafios em conquistas. Da produção no campo ao fortalecimento do comércio local, da tradição religiosa às manifestações culturais que mantêm vivas as raízes do município, Varzelândia se consolidou como símbolo de perseverança e ...

REVES NO INFINITO PARTICULAR DE RUY MUNIZ

Muniz em dois tempos: desfile em carro aberto no feriado do último Sete de Setembro e a chegada a Montes Claros após prisão da semana passada.Jogar beijinhos foi péssima ideia   


Demora em sair da cadeia e aparição no Fantástico complicam situação do prefeito de Montes Claros

(Por Luís Cláudio Guedes) A estratégia dos advogados do prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), para evitar danos maiores aos seus planos de reeleição após a prisão pela Polícia Federal na semana passada começa a fazer água. Frustrada a tentativa da obtenção do habeas corpus para evitar que o prefeito ficasse o fim de semana no presídio regional de Montes Claros, Muniz enfrenta novo e duro revés neste domingo.
Os bastidores da sua prisão será tema do quadro ‘Cadê o Dinheiro que tava aqui?’, do Fantástico. Potencializado no Brasil e exterior por conta da infeliz coincidência do voto da primeira-dama do município e deputada federal, Raquel Muniz (PSD), na votação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, no domingo passado, o estrago na imagem de Ruy Muniz beira o ponto da não reversão.
Raquel citou o marido, que seria preso pela Polícia Federal horas depois, como exemplo de gestão para o país. Muniz é acusado de direcionar atendimentos dos SUS para o Hospital Mário Ribeiro, ligado ao grupo empresarial Soebras, de sua propriedade, movimento que teria configurado tentativa de prejudicar os hospitais concorrentes e filantrópicos em Montes Claros.
Escrevi aqui outro dia que Ruy & Raquel são os meus malvados favoritos. Não é de hoje, as trapalhadas do casal rendem farto material para o cronista político. Há nove anos escrevi o artigo ‘O infinito particular de Ruy Muniz’, em que, de certa forma, alertava para os riscos da megalomania que se tornou a marca registrada do empresário.
A derrapada da primeira-dama horas antes da prisão de Muniz é desses acontecimentos imprevistos contra os quais há pouco a fazer. O prefeito, contudo, poderia ter evitado o gesto quase infantil de jogar beijinhos para a claque que contratou para recebê-lo na chegada a Montes Claros, a caminho do Presídio Regional. Passou arrogância e entregou de bandeja a imagem que pode vir a ser o hit da próxima sucessão municipal em Montes Claros. Ruy parece ter dificuldade em lidar com as adversidades. Veja o caso do Sete de Setembro do ano passado, quando, imprevidente, desceu do palanque para ficar a poucos metros do arco e flecha cenográficos que a índia Juvana Xakriabá empulhava em sua direção. Mais recentemente, ao enfrentar servidores municipais em greve, Muniz sugeriu que não admite malandragem e mandou os grevistas irem 'tomar no copinho'. Outro gesto desnecessário, que contribuíram para minar sua popularidade.
Esta segunda prisão de Muniz trouxe à tona o golpe de um milhão de dólares que protagonizou contra um banco público, em 1987. À época, Ruy era filiado ao PT. Vejam que ironia do destino: ao seu modo, ele antecipou em duas décadas o que viria se tornar o modus operandi do lulopetismo: o assalto às empresas públicas como método para eternizar seu projeto de poder. Vejam o que Ruy disse sobre o assalto ao banco federal:
"O roubo está ligado a minha militância política na juventude. Eu e meus amigos queríamos fortalecer o Partido dos Trabalhadores na região, ganhar eleições. Nós vimos que o sistema era corrupto e quisemos usar as mesmas armas do sistema. Pegamos o dinheiro de forma ilegal, jogamos com as mesmas armas deles". José Dirceu certamente avalizaria a tese.
Na entrevista que concedeu ao repórter Fredi Mendes (aquele mesmo que virou assessor de Raquel Muniz e envergonha o jornalismo livre ao chamar sua assessorada de ‘abelha rainha’), da Revista Tempo, lá pelos idos de 2007, Ruy Muniz explicitou o que chamei de seu infinito particular. Ruy previu que seria prefeito de Montes Claros e que usaria o cargo como plataforma de lançamento para voos muito mais ambiciosos: chegar ao governo do Estado e, posteriormente, à Presidência da República, no que repetiria os passos de Juscelino Kubitschek.
Médico de formação como JK, Muniz sonhava alto. Fala Ruy: "Querer é poder. Eu serei prefeito de Montes Claros, estou certo disto. Depois farei uma administração tão exemplar que ganharei reconhecimento em todo o Estado, e vou chegar ao Governo de Minas. Depois meu nome irá se projetar para o resto do país e certamente vou me tornar presidente da República. Pode escrever isso aí na entrevista..."
Ao ser preso pela Polícia Federal aqui em Brasília na manhã da segunda-feira (18), Ruy provavelmente teve o lampejo de que seu universo infinitamente particular ganhou limites não calculados. Quando deixar a prisão nos próximos dias, quiçá antes do seu aniversário de 56 anos no dia 2 de maior, o prefeito de Montes Claros terá a difícil missão de reverter os estragos da sua segunda temporada na prisão.


Vejam o que escrevi sobre Muniz no segundo texto sobre seu infinito particular:
“A realidade por vezes costuma ser madrasta com sonhos de hegemonia política. Na série de entrevistas que deu antes de assumir o cargo de prefeito de Montes Claros, o empresário Ruy Muniz ( então no PRB), traçou panorama de puro otimismo para o futuro (dele naturalmente). Uma virada pelos próximos oito anos nos rumos da visível deterioração por que passa a principal cidade do Norte de Minas seria, na visão de Muniz, passaporte para voos maiores. O governo de Minas e a Presidência da República, em horizonte de quatro mandatos (ou 16 anos no calendário). Projeto factível para seus quase 53 anos de vida. Mas...
Tem sempre o tal do ‘mas’. Sobram prenúncios de pedras no meio do caminho, como diria o poeta. Nem bem esquentou a cadeira de prefeito, Ruy Muniz amargou duas derrotas importantes para quem mira o céu como o não limite. Numa delas, ainda nos umbrais deste 2013, perdeu a disputa pela presidência da Câmara de vereadores de Montes Claros. A Presidência da Câmara, sempre estratégica no tabuleiro institucional e político, foi parar nas mãos da oposição. Figuras como Ruy Muniz não deixam de ser instigantes. Têm essa capacidade meio quixotesca de sonhar com o inatingível e anteciparem expectativas. O desafio que Muniz tem pela frente não é mesmo pequeno, porque Montes Claros é versão reduzida das muitas mazelas das nossas metrópoles (transito caótico, ocupação desordenada do solo por conta da migração, violência, sistemas falidos de saúde e educação, e por aí vai). Sem ter dado nenhuma mostra real de que vai colocar a cidade "de voltas aos trilhos’, até porque quando deu as tais entrevistas ainda não estava no cargo , o prefeito de Montes Claros pula etapas e começa a sonhar com o Palácio Tiradentes. No meio do caminho perde a Câmara Municipal e a Amams. Ruy Parece mirar seu infinito particular... Enquanto isso, a roda gira e a areia do tempo começa a passar pelo buraco da ampulheta”.
Pois é. A ampulheta rodou e a sorte não coadunou com os sonhos megalomaníacos de Ruy. Sua trajetória, como disse mais acima, é farta em material para os cronistas da política. A primeira-dama Raquel não deixa por menos. Após perder as eleições para deputada estadual em 2010, quando ficou com apenas 10,8 mil votos, a deputada trapalhona conseguiu o milagre das multiplicação dos votos para, na eleição seguinte, chegar aos 96 mil sufrágios na eleição para o Congresso Nacional. Raquel buscava fugir da vala comum em que se misturam deputados do baixo clero aqui em Brasília. Foi com muita sede ao pote e logo mais será a estrela do quadro 'Cadê o dinheiro que tava aqui?' .

Comentários

  1. Tem que ser muito picareta e cara de pau. Pois desonesto o Brasil todo já sabe. Bandido que rouba remédio educação e merenda escolar e tb Em estudantes tem que morrer na cadeia.

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