Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Janaúba: Banana que era descartada passa a ser usada na fabricação de produtos diversos

Bananadas e outros produtos estão
alavancando a produção da fruta no estado
Colheita de Minas, a terceira maior do país, deve crescer 14,3% este ano

(Por Francelle Marzano) Minas Gerais se destaca na produção de bananas. A safra do estado é a terceira maior do país. As variedades que se destacam são a prata e a caturra. E os produtores agora também lucram com a fruta, que antes era destinada ao descarte. A venda in natura pode ser mais lucrativa, mas aquelas que não atendem o padrão exigido pelos consumidores passaram a ser vistas com maior interesse pela indústria. Há bananas em barrinhas de cereais, em doces, desidratadas e até em balas, como as lançadas na esteira do filme Minions, bichinhos amarelos que são viciados em “ba-na-na”.
O sabor está em alta. Tanto que a expectativa do estado é produzir 813,8 mil toneladas de bananas neste ano, 14,3% a mais do que o registrado no ano passado, quando a colheita atingiu 711,4 mil toneladas. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), além da expansão da demanda com os novos usos da fruta, o aumento da produtividade está relacionado às novas tecnologias, além de tratos culturais mais bem feitos. O bom resultado vai além da colheita maior nos mesmos bananais: a qualidade do produto também aumentou. E são os fruticultores que ganham mais diante desse novo cenário.
De acordo com o analista de mercado da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Heider Cabral, cerca de 80% da produção da região é vendida para consumo in natura e os outros 15% a 20%, que seriam descartados como lixo orgânico, agora são destinados ao processamento em diversas fábricas. A mudança de visão dos produtores e a tentativa de agregar valor à fruta alavancaram esse novo mercado, que é a venda dos descartes para o processamento na indústria. Os preços pagos pelas fábricas chegam a ser 50% abaixo dos praticados pela fruta in natura, principalmente na época da safra, mas produtores afirmam que a venda das bananas que não alcançam o padrão exigido pelo varejo vale a pena. “Mesmo com o preço baixo, o negócio é extremamente vantajoso para o produtor, já que essa fruta que vai para a indústria não seria aceita no sacolão e provavelmente seria descartada”, afirma.
Com uma área de mais de 200 hectares de produção de banana, o produtor e presidente da Abanorte, Saulo Bresinski, afirma que das quase 200 toneladas de fruta produzidas por semana por hectare, cerca de 6 mil quilos são enviados para a indústria de doce. “O que se sabe é que é inviável produzir para vender apenas para a indústria, que paga cerca da metade do valor cotado no outro mercado. O produtor precisa ter frutos de qualidade, que estejam dentro do padrão in natura, e enviar para a indústria apenas o que seria descarte”, ressalta.

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