Cultura, fé e memória ganham destaque em Varzelândia com lançamento literário na Praça Cícero Dumont

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A cidade de Varzelândia vive mais um momento de valorização cultural e fortalecimento da identidade local. Neste sábado, 7 de março, a partir das 17h, a Praça Cícero Dumont será palco de um encontro especial entre literatura, história e comunidade, com a presença do escritor João de Deus Gonçalves, autor do livro “Padre José Silveira dos Anjos – Testemunho de Digno Missionário de Cristo”. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Varzelândia, por meio da administração Do Povo Para o Povo, liderada pelo prefeito Amâncio Oliva, que tem buscado incentivar ações que valorizem a cultura, preservem a memória e reconheçam os talentos que fazem parte da história do município. Durante o evento, o autor estará presente em um dos estandes montados na praça para apresentar sua obra, conversar com leitores, receber visitantes e realizar uma sessão de autógrafos, proporcionando um momento de proximidade entre o escritor e a comunidade. A programação promete reunir amantes da literatura, pesqui...

Falta de água fecha escolas em Espinosa

Barragem que abastece cidade está com apenas 12% da capacidade

Escolas obrigadas a suspender as aulas, postos de saúde e clínicas odontológicas sem condições de funcionar e moradores desesperados, sem saber a quem recorrer. Esse o drama enfrentado em Espinosa, de 31,1 mil habitantes, a 730 quilômetros de Belo Horizonte, no extremo Norte de Minas, por causa da falta de água. Devido à seca, a Barragem de Estreito, que abastece o município, está com apenas 12% de sua capacidade. Por isso, o abastecimento foi interrompido.
Devido à falta de água, nos últimos dois dias as escolas de Espinosa não funcionaram. O atendimento em postos de saúde e nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSF) também ficou comprometido. O envio da água pela tubulação está suspenso desde quinta-feira. No fim de semana, muitos moradores não sentiram o problema porque ainda tinham estoques armazenados nas caixas d’água. 
A situação se agravou anteontem, quando praticamente todos os reservatórios das casas, lojas, repartições públicas e outros estabelecimentos secaram. Caminhões-pipa, que até eram usados para o atendimento das comunidades rurais, tiveram que ser deslocados para a sede do município. Porém, foram insuficientes para abastecer todo mundo, priorizando o atendimento ao hospital municipal, creches e órgãos públicos como o fórum e a delegacia de polícia. 
Como o nível da Barragem de Estreito (distante oito quilômetros da área urbana) diminuiu muito, no ponto onde é feita a captação de água para abastecer a cidade o reservatório está praticamente seco. Por isso, a Copasa anunciou a montagem de uma força-tarefa para o deslocamento da captação para outro ponto, a 1,5 mil metros abaixo. De acordo com o gerente da Copasa em Espinosa, Aroldo Martins Santos, na noite de anteontem já começou a captação no novo ponto e está sendo feito todo o esforço para que a água retorne às torneiras da área urbana até hoje.
Em nota distribuída ontem, a empresa informou, que, mesmo com a normalização do abastecimento, “continua realizando campanhas educativas para que a população faça uso racional da água, evitando o desperdício neste período de seca.” Neste ano, o semi-árido mineiro enfrenta uma das piores secas da história. Por causa dos efeitos da estiagem, já foi decretada situação de emergência em 122 municípios do estado. 
Há praticamente sete meses que não chove no município, que decretou estado de emergência em 17 de fevereiro. O drama da estiagem, conforme mostrou reportagem do Estado de Minas, começou a se agravar em maio. Cerca de 80 comunidades rurais estão sendo abastecidas por 17 caminhões-pipa contratados pela prefeitura, Exército e Copasa. A água é “apanhada” em uma barragem em Porteirinha, a 105 quilômetros de Espinosa. Mas, como os caminhões-pipa são insuficientes para atender tanta gente, o jeito foi adotar o racionamento. 
Em toda casa visitada, é feita a entrega de 20 litros por cada integrante da família. Existem localidades distantes até 100 quilômetros da sede, o que complica mais ainda a situação: há famílias que precisam esperar mais de 20 dias para o retorno do caminhão-pipa.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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