Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Grão Mogol: Moradores protestam contra a instalação de mineradora


(G1) Cerca de 120 moradores participaram de uma manifestação na manhã deste sábado (16) em Grão Mogol, no Norte de Minas, contra a instalação de uma mineradora na região. Os manifestantes, do distrito de Vale das Cancelas, percorreram algumas ruas e trechos próximos à BR-251 com cartazes e faixas.

Segundo o grupo, se implantando, o empreendimento afetaria comunidades tradicionais geraizeiras da região. A manifestação ocorre também como temor pelo risco da instalação de barragens próximas a áreas habitadas. No último dia 25 de janeiro, uma barragem de rejeitos da mineradora Vale se rompeu e deixou um rastro de tragédia ambiental e humana; centenas de pessoas morreram ou estão desaparecidas.

"A luta contra a mineradora ocorre desde 2010, quando a empresa começou a buscar licenciamento ambiental para instalar complexo minerário. Se instalado, as comunidades de Lamarão e São Francisco serão apagadas do mapa. Eles têm outorga para uso de água, mas sem benefícios à população da região que já sofre com seca e problemas de infraestrutura, somente para escoamento da produção", afirma Luzia Alane representante da Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Montes Claros, que deu apoio na mobilização, junto a outros coletivos.

Ainda de acordo com Luzia, nas comunidades que precisariam ser desocupadas para implantação da mineradora vivem mais de 200 famílias. "Estas famílias já estão organizadas, mas depois do crime da Vale em Mariana e Brumadinho, se sensibilizaram ainda mais para lutar contra o empreendimento. A empresa [que quer explorar a região de Grão Mogol] é de capital misto, não estão preocupados com o impacto degradador na região", diz.

Os moradores alegam que a capacidade de produção de rejeitos da empresa seria maior do que em Brumadinho. O G1 não conseguiu contato com a Mineradora SAM, que busca a implantação do complexo minerário na região, para um posicionamento.

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