Justiça dá ultimato à prefeita de Berizal: Talyane Laves terá que entregar documentos de 15 investigações do Ministério Público sob risco de multa de R$ 50 mil

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Ministério Público de Minas Gerais recorreu à Justiça após sucessivas requisições de documentos não atendidas pela Prefeitura de Berizal. Investigações envolvem suspeitas de nepotismo, fraudes em licitações, contratações irregulares, uso indevido de veículos públicos e possíveis danos ao patrimônio municipal. A administração municipal de Berizal, no Norte de Minas Gerais, está no centro de uma ofensiva judicial do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A Justiça determinou que a prefeita Talyane Laves Pereira apresente, no prazo de até dez dias úteis, documentos relacionados a 15 investigações que apuram possíveis irregularidades na gestão pública municipal. A decisão representa um importante desdobramento das apurações conduzidas pelo Ministério Público, que precisou recorrer ao Judiciário após sucessivas tentativas de obter informações e documentos considerados essenciais para o andamento dos procedimentos investigatórios. O caso chama a atenção pela quantidade de investigações e...

DIG dá conhecimento à população sobre critérios que autorizaram a manutenção da irrigação


(Por Ivo Júnior) O Distrito de Irrigação do Perímetro Gorutuba - DIG foi visitado pela redação da Rádio Onda Norte para prestar informações sobre a decisão de continuidade da irrigação até a cota 532,00, que dá garantia mínima de irrigação até o mês de Dezembro/2017.

Naquela oportunidade fomos recebidos pelo Gerente Executivo Ricardo Carreiro Neto, que esclareceu que a tomada de decisões pela ANA - Agência Nacional das Águas se deu mediante estudos técnicos realizados pela referida agência.


Segundo o Gerente Executivo do DIG, para calcular o nível de água ainda existente no reservatório do Bico da Pedra a ANA usou imagens de satélite com alta resolução, onde é possível obter informações com a máxima precisão dos resultados.

Outra informação importante para conhecimento da população, repassada pelo Distrito, é que o volume de água ainda existente no reservatório é suficiente para o abastecimento humano por 7 anos. Segundo dados repassados a reportagem, ao atingir a cota 532,00, o lago ainda terá 35,5 hm³, volume que equivale a trinta e cinco milhões e quinhentos mil metros cúbicos de água, ou trinta e cinco bilhões e quinhentos milhões de litros de água. Segundo Ricardo Carreiro esse número é 40% superior à capacidade total da barragem de Juramento que abastece a cidade de Montes Claros, que é de 25,24 hm³ (vinte cinco milhões e duzentos e quarenta mil metros cúbicos para abastecer uma cidade de mais de 400 mil habitantes). Ele frisa que a demanda da Copasa em Montes Claros é 1.200 litros por segundo enquanto em Janaúba é de 120 litros por segundo.

O DIG, como consta no Termo de Alocação Negociada de Águas, é o responsável pelas leituras das cotas e dos volumes defluentes da Barragem Bico da Pedra, devendo informar esses valores semanalmente para a Agência Nacional de Águas, o que depois de analisados e aprovados são publicados no site oficial da ANA (cotaonline.ana.gov.br) para dar publicidade e transparência, de modo que qualquer cidadão pode acompanhar não só a cota como também o volume de água armazenada na referida Barragem.

Diante das afirmações e dados apresentados pelo órgão que é responsável pela gestão dos recursos hídricos da Bacia do Gorutuba, não há motivo para preocupação quanto à falta da água para o abastecimento humano, porém, ainda assim é preciso um esforço conjunto de todos (governo, população e irrigantes) quanto as ações de revitalização e fiscalização do uso da água, além da colaboração evitando o desperdício desse que é o nosso maior bem.

Em conversa da redação com os membros do Conselho de Administração do Distrito de Irrigação, estes, afirmaram categoricamente que, com a implantação da tubulação, reduzirá muito o consumo de água da Barragem do Bico da Pedra, pois o sistema de irrigação é antigo e funciona por gravidade, e esse fato aliado ao tempo de uso tem gerado a perda de água por causa da evaporação e dos inevitáveis vazamentos. Explicaram que: uma vez que a água desce por gravidade então a partir do momento que ela é captada, não tem como regressá-la ao lago. Se os produtores por algum motivo deixarem de irrigar naquele dia, o volume vai acumular nos canais e automaticamente transbordar. Esse fato já foi noticiado nas redes sociais, mas oportunamente esclarece que isso ocorre em função do modelo de irrigação, o que será evitado com a conclusão da tubulação.

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