Francisco Sá vira alvo de megaoperação: Polícia Civil encontra 1,8 tonelada de maconha e desmonta estrutura milionária do tráfico

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Uma operação de grande impacto realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais transformou Francisco Sá, no Norte de Minas, no centro de uma das maiores apreensões de drogas registradas recentemente na região. Cerca de 1,8 tonelada de maconha foi encontrada durante a Operação Erva Daninha, desencadeada na tarde de quinta-feira (5), em uma área rural do município. O que parecia ser apenas mais uma propriedade no interior escondia uma gigantesca estrutura voltada para o cultivo, processamento e distribuição da droga. A descoberta revelou um esquema que operava longe dos olhos da população, mas que agora está no radar das autoridades. Durante a ação, três suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. No local, os policiais encontraram uma enorme quantidade de maconha. Parte do entorpecente já estava pronta para abastecer o mercado ilegal, enquanto outra seguia em processo de secagem e preparação para comercialização. As imagens da operação...

Penitenciária de Francisco Sá causou dano ambiental superior a R$ 2 milhões

No destaque, a comissão de vereadores
em vistoria à ETE; problema é antigo

(Por VICENTE ALBERTO) Vistoria técnica realizada a pedido do promotor da Comarca de Francisco Sá, Daniel Piovanelli Ardisson, constatou que, nos últimos anos, o mau funcionamento da estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Penitenciária de Francisco Sá causou danos ambientais calculados em R$2.380.126,00. De acordo com o perito, o cálculo refere-se a oito anos em que a ETE vem funcionando fora dos padrões e leis ambientais vigentes.

Os problemas encontrados foram muitos. Conforme o laudo apresentado, o sistema primário de tratamento está danificado, inoperante e tomado por vegetação. A tubulação, responsável pela condução do esgoto ao seu local de lançamento final, está danificado e o líquido oriundo da ETE está sendo lançado em uma área particular, fora do perímetro cercado pela Penitenciária. Em anos anteriores, o líquido proveniente da ETE, sem o tratamento adequado, foi despejado em um rio próximo, denominado “Riachinho”, tornando suas águas inaproveitáveis para consumo humano ou mesmo animal.

Os problemas no esgoto começaram logo após a inauguração, em 2005. Após muitas reclamações, em 2008 teve início a construção de uma nova ETE, sob a supervisão da Copasa. Porém, em 2009, a paralisação das obras levou à intervenção do Ministério Público local, que solicitou o comprometimento por escrito da direção da Penitenciária e representante da Copasa no sentido de adotarem medidas para minimizar os danos ambientais e solucionar o problema dos efluentes. A Copasa pediu prazo de um ano para concluir as obras, mas não cumpriu o acordo. O promotor Daniel Piovavnelli informa que irá tomar as medidas judiciais pertinentes.

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