Francisco Sá vira alvo de megaoperação: Polícia Civil encontra 1,8 tonelada de maconha e desmonta estrutura milionária do tráfico

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Uma operação de grande impacto realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais transformou Francisco Sá, no Norte de Minas, no centro de uma das maiores apreensões de drogas registradas recentemente na região. Cerca de 1,8 tonelada de maconha foi encontrada durante a Operação Erva Daninha, desencadeada na tarde de quinta-feira (5), em uma área rural do município. O que parecia ser apenas mais uma propriedade no interior escondia uma gigantesca estrutura voltada para o cultivo, processamento e distribuição da droga. A descoberta revelou um esquema que operava longe dos olhos da população, mas que agora está no radar das autoridades. Durante a ação, três suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. No local, os policiais encontraram uma enorme quantidade de maconha. Parte do entorpecente já estava pronta para abastecer o mercado ilegal, enquanto outra seguia em processo de secagem e preparação para comercialização. As imagens da operação...

Bananicultores discutem produzir com menos água

(Foto: Ambrósio Prates)

(Por AMBRÓSIO PRATES) A Associação dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) promoveu na última semana em Janaúba um workshop sobre a bananicultura na região, em evento em parceria com a Embrapa e que trouxe pesquisadores que desenvolvem trabalhos para melhoria da qualidade da banana. A maior ênfase do evento foi a escassez da água e por isso, teve relação com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas a um modelo que está cada vez mais carente do insumo mais importante no processo produtivo, que é a água. Participaram do workshop, os pesquisadores da Epamig e Embrapa e ainda do curso de Agronomia da Unimontes.

Foram debatidas as questões fitossanitárias, como o desenvolvimento de técnicas de combate e convivência com doenças que prejudicam a produção como o Mal do Panamá e a Sigatoka. A Embrapa cobrou a uniformalização da produção, pois o mercado europeu não admite a grande variabilidade da fruta, que ainda é percebida no Brasil, onde as frutas apresentam fenótipos absolutamente variáveis. Para chegar e permanecer no mercado externo, sobretudo a Europa, a banana norte mineira precisa ter sabor, aparência e tamanho uniformes, sem grandes variações. Esse modelo já é percebido em outras regiões produtoras, como a América Central.

Os pesquisadores salientam que o desafio se torna ainda maior, tendo em vista que a busca desse padrão ainda deve acontecer em um contexto de enorme variação climática, com a inconstância das chuvas, a dificuldade de disponibilidade de água, aliados a índices de insolação intensos. Isso desafia até mesmo as mentes mais criativas e exigem horas de trabalho duro e abnegado de pesquisadores. Afinal como produzir uma fruta bonita de sabor agradável e atrativa ao mercado e manter esse padrão num ambiente tão variavelmente desfavorável. É um quebra-cabeças que pode definir o futuro da bananicultura na região norte de Minas. Nesse contexto o pesquisador se torna peça-chave.

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