Tragédia em Salinas: BR-251, a “BR da morte”, faz seis vítimas da mesma família

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A madrugada desta terça-feira (21) ficará marcada pelo luto e pela dor em Salinas, no Norte de Minas. Um cenário de horror tomou conta da temida BR-251 — conhecida entre motoristas como a “BR da morte” — após um acidente brutal que exterminou seis pessoas de uma mesma família. A colisão frontal, registrada no km 263 da rodovia, envolveu um carro de passeio e uma carreta que cruzava o país. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o automóvel, que seguia em direção à Bahia, teria invadido a contramão, provocando o impacto devastador. Do outro lado, a carreta vinha de Lauro de Freitas (BA) com destino a Imbituba (SC). O motorista saiu ileso — mas do carro, ninguém escapou. Dentro do veículo, cenas que traduzem a dimensão da tragédia: pai, mãe, três filhos e a avó materna. Uma família inteira dizimada em segundos. As vítimas — um homem de cerca de 49 anos, sua esposa, três crianças de 3, 10 e 15 anos, e a avó de 59 — ficaram presas às ferragens retorcidas. Nem mesmo o cachorro da família sob...

Bananicultores discutem produzir com menos água

(Foto: Ambrósio Prates)

(Por AMBRÓSIO PRATES) A Associação dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) promoveu na última semana em Janaúba um workshop sobre a bananicultura na região, em evento em parceria com a Embrapa e que trouxe pesquisadores que desenvolvem trabalhos para melhoria da qualidade da banana. A maior ênfase do evento foi a escassez da água e por isso, teve relação com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas a um modelo que está cada vez mais carente do insumo mais importante no processo produtivo, que é a água. Participaram do workshop, os pesquisadores da Epamig e Embrapa e ainda do curso de Agronomia da Unimontes.

Foram debatidas as questões fitossanitárias, como o desenvolvimento de técnicas de combate e convivência com doenças que prejudicam a produção como o Mal do Panamá e a Sigatoka. A Embrapa cobrou a uniformalização da produção, pois o mercado europeu não admite a grande variabilidade da fruta, que ainda é percebida no Brasil, onde as frutas apresentam fenótipos absolutamente variáveis. Para chegar e permanecer no mercado externo, sobretudo a Europa, a banana norte mineira precisa ter sabor, aparência e tamanho uniformes, sem grandes variações. Esse modelo já é percebido em outras regiões produtoras, como a América Central.

Os pesquisadores salientam que o desafio se torna ainda maior, tendo em vista que a busca desse padrão ainda deve acontecer em um contexto de enorme variação climática, com a inconstância das chuvas, a dificuldade de disponibilidade de água, aliados a índices de insolação intensos. Isso desafia até mesmo as mentes mais criativas e exigem horas de trabalho duro e abnegado de pesquisadores. Afinal como produzir uma fruta bonita de sabor agradável e atrativa ao mercado e manter esse padrão num ambiente tão variavelmente desfavorável. É um quebra-cabeças que pode definir o futuro da bananicultura na região norte de Minas. Nesse contexto o pesquisador se torna peça-chave.

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