Prefeitura de Verdelândia fortalece o agronegócio ao apoiar grande leilão no Parque de Eventos Nerval Leite Flávio

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O agronegócio, um dos principais pilares da economia de Verdelândia, ganha mais um importante incentivo com o apoio da Prefeitura Municipal à realização do Leilão do Parque de Eventos Nerval Leite Flávio. A iniciativa, que conta com a organização da Ruralpel Leilões, reforça o compromisso da gestão do prefeito Wilton Madureira com o fortalecimento da pecuária e o desenvolvimento econômico do município. O evento será realizado no próximo dia 25 de julho, a partir das 13 horas, reunindo produtores rurais, pecuaristas, investidores e compradores de diversas regiões. O leilão acontecerá nos formatos presencial e virtual, ampliando o alcance das negociações e proporcionando mais oportunidades para o setor. Durante o leilão serão ofertados animais destinados à cria, recria e engorda, movimentando a cadeia produtiva da pecuária e estimulando novos negócios, geração de renda e valorização dos produtores rurais. O apoio da Prefeitura de Verdelândia evidencia a atenção da administração municipal...

Bananicultores discutem produzir com menos água

(Foto: Ambrósio Prates)

(Por AMBRÓSIO PRATES) A Associação dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte) promoveu na última semana em Janaúba um workshop sobre a bananicultura na região, em evento em parceria com a Embrapa e que trouxe pesquisadores que desenvolvem trabalhos para melhoria da qualidade da banana. A maior ênfase do evento foi a escassez da água e por isso, teve relação com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas a um modelo que está cada vez mais carente do insumo mais importante no processo produtivo, que é a água. Participaram do workshop, os pesquisadores da Epamig e Embrapa e ainda do curso de Agronomia da Unimontes.

Foram debatidas as questões fitossanitárias, como o desenvolvimento de técnicas de combate e convivência com doenças que prejudicam a produção como o Mal do Panamá e a Sigatoka. A Embrapa cobrou a uniformalização da produção, pois o mercado europeu não admite a grande variabilidade da fruta, que ainda é percebida no Brasil, onde as frutas apresentam fenótipos absolutamente variáveis. Para chegar e permanecer no mercado externo, sobretudo a Europa, a banana norte mineira precisa ter sabor, aparência e tamanho uniformes, sem grandes variações. Esse modelo já é percebido em outras regiões produtoras, como a América Central.

Os pesquisadores salientam que o desafio se torna ainda maior, tendo em vista que a busca desse padrão ainda deve acontecer em um contexto de enorme variação climática, com a inconstância das chuvas, a dificuldade de disponibilidade de água, aliados a índices de insolação intensos. Isso desafia até mesmo as mentes mais criativas e exigem horas de trabalho duro e abnegado de pesquisadores. Afinal como produzir uma fruta bonita de sabor agradável e atrativa ao mercado e manter esse padrão num ambiente tão variavelmente desfavorável. É um quebra-cabeças que pode definir o futuro da bananicultura na região norte de Minas. Nesse contexto o pesquisador se torna peça-chave.

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