Tensão em Porteirinha: pit-bull ataca policiais durante operação e acaba abatido; militar fica ferido

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Uma operação policial que tinha como objetivo cumprir um mandado de prisão terminou em momentos de tensão, violência e grande movimentação na zona rural de Porteirinha. A ocorrência foi registrada na localidade de Baú, região do Serrado, onde um policial militar ficou ferido após ser atacado por um cão da raça pit-bull durante a abordagem de um homem de 37 anos. Segundo informações da Polícia Militar, equipes do 51º Batalhão se deslocaram até a residência do suspeito para dar cumprimento a uma ordem judicial. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o pit-bull solto no terreno e, por diversas vezes, solicitaram que o proprietário contivesse o animal para que a ação pudesse ser realizada com segurança. Conforme o registro da ocorrência, as orientações não foram atendidas. Durante a aproximação da equipe, o cão avançou repentinamente contra os policiais e atacou um dos militares, causando ferimentos em uma das pernas. Diante da situação de risco e para impedir novas agressões, um d...

São Francisco: Mulher que matou filho é indiciada por homicídio duplamente qualificado

Mãe e filho tinham uma boa relação, dizem
parentes
(G1) A Polícia Civil indiciou Miriam Magalhães Rodrigues, de 49 anos, por homicídio duplamente qualificado, por ter agido com requintes de crueldades e por usar meios que dificultaram a defesa da vítima. Miriam confessou ter assassinado o filho Guilherme Magalhães Rodrigues, de 20 anos. O crime aconteceu no dia 5 agosto em São Francisco (MG), desde então ela permanece detida na cadeia da cidade. A pena varia de 12 a 30 anos de prisão.
Segundo informações da PC, o laudo da perícia mostrou que o rapaz apresentava 10 lesões na cabeça, além de ter sofrido traumatismo craniano encefálico. Durante a reconstituição do crime, Miriam Magalhães demonstrou como agiu; primeiro ela golpeou o filho com uma alavanca de ferro e em seguida deu várias facadas nele. A mulher disse que o jovem estava dormindo quando foi atingido pela primeira vez.
Em todas as vezes em que foi ouvida pelo delegado Emmanuel Robson Gomes, Miriam disse que matou o filho, que tinha a Doença de Crohn, porque o rapaz havia pedido para morrer por não suportar mais as dores que sentia. Em um dos depoimentos ela também afirmou que não estava mais conseguindo ficar longe do filho, que cursava Engenharia de Automação em Itabira (MG) e só voltava para casa nas férias.
O delegado Emmanuel Gomes colheu os depoimentos dos médicos do estudante, confirmando que ele sofria da doença que afeta o aparelho digestivo. Foram anexados aos autos receituários e exames que comprovam que Guilherme fazia tratamento contra o mal de Crohn. Parentes e colegas de faculdade dele também foram ouvidos.
Na ocasião do homicídio, o G1 conversou com Letivan de Magalhães, irmão de Miriam, e com Serafim Rodrigues, irmão do pai de Guilherme; o pai faleceu há 12 anos. Os dois disseram que mãe e filho se davam bem, e que haviam visto Guilherme recentemente, e que ele não reclamou de dores. Apesar das justificativas de Miriam, ambos também afirmaram que não tinham explicações para a motivação do assassinato. Letivan de Magalhães também contou ao G1 que a irmã não tinha problemas de saúde.

Bilhete
Após o crime, um vizinho, que lavava a casa onde o assassinato ocorreu, encontrou um bilhete que teria sido escrito por Miriam, e que estava em uma das janelas do imóvel.
"Guilherme eu te amo muito. Até um dia que você seja um homem de sucesso", diz o bilhete, datado de 31 de julho deste ano.

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