Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Prefeituras de Minas Gerais fecharão as portas no dia 24 de agosto

Antônio Júlio, prefeito de Pará de Minas e
presidente da AMM – Foto: Divulgação / AMM 
Prefeitos deliberaram interrupção de serviços públicos e o bloqueio das principais rodovias que cortam o Estado.
Na manhã de quinta-feira (30/7), 70 prefeitos – representantes das 43 microrregionais do Estado – decidiram fechar as portas das prefeituras no próximo dia 24 de agosto. Serão interrompidos todos os serviços públicos, exceto os de urgência e emergência na Saúde. Além da paralisação, os prefeitos decidiram fazer o bloqueio das rodovias que cortam o Estado na mesma data.
A decisão, tomada em reunião realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, tem como objetivo mostrar à sociedade o arrocho financeiro vivido pelos municípios que não têm recebido o respaldo dos governos federal e estadual.
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, ressaltou que a crise que o país enfrenta é essencialmente política e a mais grave vivenciada nos seus 35 anos de vida pública. “Nós prefeitos estamos sem representatividade. Vemos um país sem comando e o Congresso Nacional não tem mostrado reação. As prefeituras estão fazendo adequações no orçamento e já demitiram muitos servidores. Estamos cortando na carne. A AMM vai dar todo o apoio aos prefeitos que decidirem aderir o movimento”.
O prefeito de Itajubá, no Sul de Minas, Rodrigo Riera, considera que a única saída encontrada para o atual contexto das administrações municipais é a paralisação. “Temos que tomar essa atitude. É preciso traduzir para a sociedade o que queremos e mostrar quais são as nossas dificuldades”.
Bruno Scalon, prefeito de Sacramento e diretor Regional da AMM no Alto Paranaíba, reforçou a importância de mostrar o motivo pelo qual haverá a paralisação. “Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do ICMS estão em queda. Nós temos que buscar os recursos que estão faltando para não prejudicar a população”.

Cartilha
Para que a população entenda os motivos da mobilização, a AMM irá elaborar uma cartilha com as principais reivindicações das prefeituras. O documento será repassado a todas as microrregionais, que ficarão responsáveis por disseminar as informações em suas respectivas regiões. “O esclarecimento para a população é essencial porque é no município que os reflexos da crise são sentidos pelos cidadãos”, comentou Antônio Júlio.

Apoio do Legislativo
Um dos problemas relatados pelos prefeitos durante a reunião diz respeito à folha de pagamento. Para diminuir as despesas das prefeituras com funcionários cedidos, o deputado Estadual Arlen Santiago entrou com um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais no intuito de proibir a cessão de servidores públicos municipais no Estado para associações, fundações, órgãos públicos estaduais e federais, e quaisquer outras autarquias.
De acordo com o presidente da AMM, este apoio do Legislativo é de extrema importância para o Executivo municipal. “Temos que acompanhar e cobrar a aprovação do projeto que trará benefícios para a folha de pessoal das prefeituras”, finalizou.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com
(Fonte: AMM)

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