Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

As águas do rio São Francisco já não estão mais tão sujas

Merece comemoração a notícia de que as águas do rio São Francisco, no trecho entre Três Marias e Pirapora, não mais apresentam índices elevados de metais pesados, conforme constatado por pesquisadores ligados à “Expedição Amigos das Águas” que percorreram o trecho de 170 quilômetros no mês passado, por três dias. O laudo divulgado recentemente pelo Hoje em Dia afirma que o teor de cromo no rio Abaeté – um afluente muito poluído, pois em sua bacia existe intensa atividade de garimpo –, baixou para 0,001 miligrama por litro de água. A Agência Nacional de Águas (ANA) considera aceitável até 0,05. No caso do zinco, o aceitável é 0,18 e o encontrado foi de 0,04.
Se os resultados forem confirmados por uma pesquisa que se fizer na próxima temporada de chuvas – pois a enxurrada pode carrear muito material poluidor para o rio –, aumenta a esperança de que o problema, que se arrasta há meio século, foi solucionado. É necessário lembrar que a principal responsável pela poluição dessas águas do São Francisco com metais pesados, sobretudo o zinco, foi a Companhia Mineira de Metais, do Grupo Votorantim.
Até a década de 1980, os rejeitos desta indústria muito importante para a economia de Três Marias eram armazenados diretamente sobre o solo e, os efluentes líquidos, lançados no Córrego Consciência que deságua no São Francisco. Só em 1983 foi construída a primeira barragem de rejeito, sendo depois adotadas outras medidas. Mas em 2010, uma pesquisa mostrou ainda índices elevados de poluição por resíduos que se depositaram no fundo do rio.
Proibição de garimpo em afluentes e investimentos em saneamento básico contribuíram também para a melhoria da qualidade das águas do rio. Baixaram os teores de nitrogênio e de nitrato oriundos dos esgotos domésticos. O governo de Minas iniciou em 2007 um programa de recuperação de bacias hidrográficas da região e afirma que foram construídos 3.600 barramentos e barraginhas para armazenar água de chuva e evitar assoreamento de nascentes, córregos e rios.
Em Pirapora, principal cidade da região e que depende do São Francisco para o abastecimento de água, já existem 8 mil casas servidas de rede de esgoto, mas pelo menos 20 mil moradores não contam com esse benefício. A cidade, que tem duas estações de tratamento de água, não possui ainda uma estação de tratamento do esgoto. Ou seja, muito resta a ser feito, nesse esforço de limpeza das ricas águas do Velho Chico.


Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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