Prefeitura de Montes Claros testa substituto para asfalto
Produto foi aplicado na rua Jacinto dos Santos Lima, no bairro Santa Rita, em Montes Claros |
O composto químico serve para impermeabilizar o solo, eliminando por completo a poeira e a lama. Ele foi apresentado aos prefeitos do Norte de Minas como um substituto do asfalto, que seria resistente a chuvas e inofensivo ao meio ambiente. A aplicação é feita após a diluição da substância em água e exige somente o uso de equipamentos como caminhão-pipa, rolo e patrol. O tráfego pode ser liberado quatro horas depois da execução do serviço.
O presidente da Empresa Municipal de Serviços, Obras e Urbanização de Montes Claros (Esurb), Deocleciano Rocha, diz que o uso do Envirothor é cogitado como uma solução principalmente para estradas vicinais. Segundo ele, se houver demanda, uma fábrica do produto será instalada em Montes Claros.
A prefeitura, porém, ainda não sabe quanto irá economizar se usar o produto. De acordo com a empresa norte-americana, a diferença pode chegar a 50%. A vida útil do composto, que teria sido usado no Golfo Pérsico para dar acesso a tanques, é de três anos.
Município tenta acordo para tapar buracos
O prefeito Luiz Tadeu Leite está negociando com a Copasa a realização de uma operação tapa-buracos na cidade. Segundo ele, a companhia está fechando crateras feitas para a execução de intervenções nas redes de água e esgoto. Mas estaria deixando abertos buracos que surgiram em outras circunstâncias.
Como a prefeitura assumiu o abastecimento das comunidades rurais de Montes Claros em 2005, serviço que deveria ser feito pela Copasa, o prefeito quer recuperar o que foi investido no fornecimento de água até agora. Leite calcula que o valor seria de R$ 5 milhões.
O superintendente regional da Copasa, Daniel Antunes, diz que a Copasa contratou a Esurb para tapar os buracos, mas suspendeu o pagamento depois que a prefeitura ficou inadimplente com a estatal. De acordo com ele, agora estaria programada a destinação de R$ 1,5 milhão para serviços de tapa-buraco. Antunes não descarta o “encontro de contas” entre a prefeitura e a Copasa, mas diz que a decisão cabe à diretoria da empresa, que estaria analisando a proposta.
Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com
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