Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Justiça ordena que hospital só atenda pelo SUS

Promotor argumenta que hospital foi construído com dinheiro público
A juíza da 2ª Vara Cível de Pirapora, Mônica Silveira Vieira, determinou que a Fundação Hospitalar Dr. Moisés Magalhães Freire (FHMMF), no município de Pirapora, na região Norte de Minas, atenda apenas os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão liminar foi requerida pelo Ministério Público Estadual (MPE) por meio de uma ação civil pública ajuizada em novembro do ano passado, contra a fundação e contra o município.

O prazo concedido pela magistrada é de 90 dias para que o hospital deixe de prestar qualquer serviço ou atendimento particular sob pena de multa diária de R$ 20 mil. O município tem a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento da medida e também garantir que os pacientes internados por planos particulares tenham o tratamento concluído.

Segundo o MPE, a intenção é assegurar que a fundação, que é uma entidade instituída para atuar como um hospital público, atue ‘corretamente’, uma vez que ele foi construído com recursos públicos. O promotor Gustavo Augusto Pereira de Carvalho Rolla entende que a fundação atuava apenas como prestadora privada de serviços. "O SUS, que deveria ser a essência da fundação, vem sendo tratado como se fosse apenas mais um de seus convênios privado", afirma Rolla.

Não bastasse isso, conforme o Ministério Público, a unidade disponibilizava parte de sua capacidade operacional para atendimento de pacientes particulares e de convênios privados.

Prejuízos. Ainda de acordo com o MPE, vários usuários do hospital que utilizavam o serviço pelo SUS reclamaram de terem sido redirecionados para o atendimento privado. "Os pacientes estavam sendo cobrados pelos serviços privados", denunciou o promotor.
A reportagem tentou falar com a direção do hospital, sem sucesso.



Pablo de Melo
pablo-labs@hotmail.com

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