Ricardo Campos expõe crise energética nos grotões mineiros e lidera cobrança por dignidade no campo

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O deputado estadual Ricardo Campos colocou no centro do debate público uma realidade que ainda envergonha Minas Gerais: a pobreza energética enfrentada por comunidades rurais do Norte do Estado. A situação veio à tona após visita técnica da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada nesta sexta-feira (27/02), a partir de requerimento apresentado pelo parlamentar. A agenda, articulada e conduzida por Ricardo Campos, percorreu quatro comunidades rurais do município de Grão Mogol: Vale das Cancelas, Bamburral, São Miguel (antiga comunidade Caveira) e Vista Alegre. O cenário encontrado foi alarmante: famílias vivendo com fornecimento precário de energia elétrica, impossibilitadas de utilizar chuveiros, acionar bombas d’água ou desenvolver atividades produtivas básicas. Ricardo Campos denuncia desigualdade energética Para Ricardo Campos, o que se verifica nessas comunidades é um problema estrutural que escancara a desigualdade entre regiões de Mina...

Porteirinha e Riacho dos Machados no alvo da Polícia Civil: operação “Aparando Arestas” desmonta esquema milionário de tráfico e lavagem de dinheiro


Uma megaoperação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sacudiu as cidades de Porteirinha e Riacho dos Machados nesta quarta-feira (15). Na segunda fase da operação “Aparando Arestas”, os investigadores apertaram o cerco contra um suspeito de 32 anos, apontado como um dos articuladores de um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que vinha movimentando a região Norte do estado.

Segundo a Polícia Civil, o homem, que já havia sido preso no fim de setembro durante a operação “Efeito Dominó”, mantinha um padrão de vida incompatível com qualquer atividade lícita. Enquanto não possuía emprego formal, viajava com frequência, se hospedava em hotéis de luxo e desfilava com carros de alto valor, ostentando uma rotina de ostentação e poder.

Veículos de luxo e R$ 500 mil bloqueados
Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta nova fase, dois veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 80 mil, foram apreendidos. Apesar de serem usados pelo suspeito, os carros estavam registrados em nome de terceiros — uma manobra para tentar esconder a origem do dinheiro sujo e dissimular a propriedade dos bens, segundo a Polícia Civil.

Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 500 mil em contas bancárias e aplicações financeiras ligadas ao investigado, numa tentativa de cortar o fluxo financeiro do tráfico e atingir diretamente o lucro da organização criminosa.

O delegado André Brandão, responsável pela investigação, destacou que o foco da operação é asfixiar financeiramente o crime:

“Nosso objetivo é atacar o lucro gerado pelo tráfico, bloqueando valores e sequestrando veículos. Assim, impedimos que o dinheiro ilícito continue circulando e garantimos que o produto do crime seja revertido em favor da sociedade”, afirmou o delegado.

O suspeito segue preso no sistema prisional, à disposição da Justiça.

Primeira fase: traficante influente de Porteirinha foi capturado
A primeira fase da operação Aparando Arestas, deflagrada na segunda-feira (13), já havia tido forte impacto em Porteirinha. Na ocasião, um homem apontado pela polícia como um dos mais antigos e influentes traficantes da cidade foi preso.

Ao perceber a chegada das equipes, ele tentou fugir pulando muros de casas vizinhas, mas acabou cercado e capturado. Com o suspeito, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, celulares, balança de precisão, anotações do tráfico e documentos bancários com movimentações suspeitas.

A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão, revelando um complexo sistema de contabilidade que ligava o tráfico de drogas a lavagem de dinheiro e outras atividades criminosas na região.

Desdobramento de uma investigação de grande porte
A operação Aparando Arestas é um desdobramento da “Efeito Dominó II”, deflagrada em setembro de 2025, que investiga tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios e lavagem de dinheiro em cidades do Norte de Minas.

Com o avanço das investigações, a PCMG tem conseguido mapear a estrutura financeira e operacional de grupos criminosos que atuam entre Porteirinha, Riacho dos Machados e municípios vizinhos, desmantelando a base de sustentação econômica dessas organizações.

Com cada nova fase, a Polícia Civil reforça que o combate ao crime organizado não se limita às prisões — mas atinge o bolso dos traficantes, interrompendo o fluxo do dinheiro que alimenta a violência e o tráfico de entorpecentes na região.

Porteirinha e Riacho dos Machados agora vivem o reflexo de uma ofensiva policial sem precedentes, que promete continuar desarticulando esquemas e expondo o luxo e o poder financiados pela criminalidade.

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