Rodovia entre Salinas e Taiobeiras vira palco de terror: acidente com carreta deixa 10 vítimas e imagens impressionantes

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Um grave acidente registrado na rodovia MG-404, via que liga Salinas a Taiobeiras, mobilizou equipes de resgate e chocou quem passou pelo local na tarde desta terça-feira (13/01). A ocorrência envolveu uma carreta e dois veículos de passeio e deixou 10 pessoas feridas, em um cenário que, por pouco, não terminou em tragédia. Segundo informações repassadas pelo Sargento César, da Polícia Rodoviária, a carreta seguia no sentido Taiobeiras–Salinas quando, próximo ao km 32, na localidade conhecida como Morro do Capim, perdeu o controle ao fazer uma curva. O veículo pesado acabou entrando em uma manobra em “L”, situação extremamente perigosa em rodovias de pista simples. À frente da carreta trafegava um Toyota Corolla, de São João do Paraíso, com quatro ocupantes, entre eles duas famílias, incluindo pai e filha. O carro acabou atingindo a roda da carreta, perdeu a estabilidade e saiu da pista, parando às margens da rodovia. Logo atrás vinha um Gol pertencente à Secretaria de Saúde de Berizal...

Justiça em Janaúba: Yuji Yamada e empresas agrícolas têm ação contra Repórter Brasil julgada improcedente


Informações Repórter Brasil
A 1ª Vara de Janaúba (MG) julgou improcedente a ação movida pelo empresário Yuji Yamada, ex-prefeito de Janaúba, e pelas companhias Brasnica e Dosanko Frutas Tropicais contra a Repórter Brasil. O processo pedia retratação e indenização por danos morais em razão de uma reportagem investigativa publicada em maio de 2020.

A matéria em questão, intitulada “De Grande Sertão a Bacurau: empresários dominam norte de Minas com drones e ameaças”, denunciava que grandes produtores rurais e empresários do setor de distribuição de alimentos estariam envolvidos em ameaças a comunidades tradicionais nas margens do rio São Francisco, entre os municípios de Itacarambi e Januária, no Norte de Minas.

Decisão judicial
Na sentença, o juiz Eriton José Santana Magalhães rejeitou os pedidos dos autores.

“Não há que se falar em retratação ou em novo direito de resposta, uma vez que não foi comprovada a divulgação de informação falsa e, ademais, a versão dos autores já foi devidamente veiculada na própria reportagem”, afirmou o magistrado.

Segundo a decisão, não houve qualquer indício de que a reportagem tivesse sido produzida de forma leviana. Pelo contrário, a apuração jornalística incluiu 12 dias de imersão na região, visitas a comunidades, entrevistas presenciais e gravadas, além do acompanhamento de uma operação de reintegração de posse.

O magistrado também destacou que os réus ouviram os acusados e publicaram integralmente suas respostas, o que comprova boa-fé e diligência na apuração dos fatos.

Interesse público
Outro ponto central da sentença é o reconhecimento de que a reportagem abordava um tema de “inegável interesse público”. De acordo com o juiz, denúncias de violações de direitos humanos em comunidades tradicionais têm “alta relevância social” e sua divulgação é “essencial para o debate público e a fiscalização da atuação tanto de particulares quanto do Poder Público”.

Reportagem premiada
A reportagem contestada integra a série especial “Ameaças, milícia e morte: a nova cara do Velho Chico”, que, em 2020, recebeu o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, um dos mais prestigiados do jornalismo brasileiro.

Repercussão em Janaúba
Com a decisão da 1ª Vara de Janaúba, a ação movida por Yuji Yamada e pelas empresas foi encerrada em primeira instância sem condenações contra a Repórter Brasil. O caso ainda pode ter desdobramentos em instâncias superiores, mas, por ora, prevaleceu o entendimento da Justiça de que a reportagem seguiu critérios jornalísticos sérios e de interesse coletivo.

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