O deputado estadual Ricardo Campos colocou no centro do debate público uma realidade que ainda envergonha Minas Gerais: a pobreza energética enfrentada por comunidades rurais do Norte do Estado. A situação veio à tona após visita técnica da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada nesta sexta-feira (27/02), a partir de requerimento apresentado pelo parlamentar. A agenda, articulada e conduzida por Ricardo Campos, percorreu quatro comunidades rurais do município de Grão Mogol: Vale das Cancelas, Bamburral, São Miguel (antiga comunidade Caveira) e Vista Alegre. O cenário encontrado foi alarmante: famílias vivendo com fornecimento precário de energia elétrica, impossibilitadas de utilizar chuveiros, acionar bombas d’água ou desenvolver atividades produtivas básicas. Ricardo Campos denuncia desigualdade energética Para Ricardo Campos, o que se verifica nessas comunidades é um problema estrutural que escancara a desigualdade entre regiões de Mina...
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Jaíba: Morro do Albano denuncia abandono — sem água regular, saúde precária e escola sem estrutura
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Informações Jaíba News
Moradores do Morro do Albano, na zona rural de Jaíba (Norte de Minas Gerais), relatam um cotidiano de carências que contrasta com o discurso oficial do município. Em visita da reportagem do Jaíba News, a convite da vereadora Ângela Karine, foram registradas denúncias de falta de água potável, desassistência na saúde, suspensão de programas sociais e problemas na alimentação escolar.
Máquinas paradas e obras travadas Logo no início da fiscalização, duas máquinas da Prefeitura foram encontradas inoperantes — uma quebrada e outra sem combustível. A paralisação, segundo os moradores, impede serviços básicos de manutenção de vias e pequenos reparos que garantiriam deslocamento e acesso a serviços públicos.
“É a realidade que a gente está vendo aqui hoje”, afirmou a vereadora.
Água: escassez, salinidade e queixas sobre qualidade A falta de água é o problema mais sentido. De acordo com relatos, quando o caminhão-pipa não abastece, a única alternativa é a água de poço, descrita como salobra e imprópria para consumo. Uma moradora denunciou que a água distribuída chegou a apresentar cheiro de gasolina.
Moradores informam ainda que um reservatório que antes era abastecido regularmente não recebe água há quatro meses:
Nós tá ficando sem água, já tem quatro meses que não vai um pingo d’água lá em casa”, disse um agricultor.
Saúde: atendimentos espaçados e transporte retirado A comunidade relata consultas médicas apenas a cada 30 dias (e, em alguns períodos, a cada 15 dias), enquanto o atendimento odontológico estaria há mais de dois meses sem ocorrer por suposto problema na cadeira odontológica.
O veículo de apoio que auxiliava deslocamentos a serviços de saúde teria sido remanejado para a sede, deixando casos de urgência descobertos. Para acessar especialistas, famílias relatam pagar até R$ 400 em transporte particular.
“Levando mais de três, quatro horas, se for pra morrer, morre em casa”, desabafou um morador, citando o tempo de espera até a chegada do socorro.
Programas sociais suspensos Moradores afirmam que cestas básicas e cestas de verduras do Banco de Alimentos foram suspensas, assim como o fornecimento de leite e fraldas para famílias em maior vulnerabilidade.
Uma mãe relatou que o filho, com baixo peso e quadro de desnutrição, deixou de receber o apoio desde o início da atual gestão:
“Antes, todos esses programas eram realizados para a comunidade do Morro do Albano. Hoje, não temos mais nada.”
Escola: falta de gestão presente e merenda insuficiente Na escola local, durante a visita, diretora e supervisoras não estavam presentes em horário de aula, deixando apenas os professores à frente das turmas. Funcionários relatam falta de materiais básicos e dizem tirar do próprio salário para custear material pedagógico.
O lanche escolar observado — suco com biscoito — contrasta com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que preveem refeições completas, variadas e planejadas por nutricionistas, priorizando alimentos in natura e garantindo nutrientes adequados ao desenvolvimento.
Propaganda x realidade Moradores recordam que, meses atrás, o prefeito esteve no Morro do Albano com vereadores e divulgou nas redes sociais ações consideradas exemplares. A reportagem teve acesso a imagens daquela visita, mas não as exibirá por conter moradores identificáveis. Para quem vive na comunidade, o contraste entre a propaganda institucional e o cotidiano é motivo de indignação.
Vozes da comunidade e cobrança por providências O cenário foi descrito pela vereadora Ângela Karine e por moradores como “assombroso”, especialmente quando comparado à realidade de um ano atrás, quando — segundo relatos — havia maior assistência.
“A realidade tem que ser dita”, concluiu a vereadora, cobrando ações efetivas do poder público municipal para restabelecer abastecimento de água, atendimento de saúde, programas sociais e condições mínimas de funcionamento da escola.
O que a comunidade reivindica
• Retomada imediata do abastecimento de água potável e reparo do reservatório;
• Calendário regular de consultas médicas e retorno do atendimento odontológico com a cadeira em funcionamento;
• Restituição de programas sociais (cestas básicas, verduras, leite e fraldas);
• Merenda escolar adequada às normas do PNAE e reposições de materiais pedagógicos;
• Manutenção e abastecimento das máquinas para obras emergenciais nas vias rurais;
• Transporte sanitário dedicado à comunidade para casos de urgência e encaminhamentos.
Nota da Redação: O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Jaíba e das secretarias responsáveis. Caso enviem posicionamento, ele poderá ser incluído em atualização desta reportagem.
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