Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Estudante de medicina que se dizia de Quilombo em Janaúba está sendo investigado por fraudar cotas da UFT e também por exercer profissão ilegalmente


(Por Ana Paula Rehbein e Patrício Reis, G1 Tocantins e TV Anhanguera) O estudante de medicina que está sendo investigado por supostamente fraudar o sistema de cotas da Universidade Federal do Tocantins (UFT) também teria exercido a profissão de forma irregular. A Polícia Federal investiga se o acadêmico fez plantões no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins e até cirurgias em um hospital particular de Palmas. As investigações começaram após denuncias feitas à PF.


A Secretaria de Estado da Saúde (SES) disse que não possui registros sobre o caso (veja a nota no fim desta reportagem). A UFT afirmou que possui uma Comissão de Heteroidentificação que tem por finalidade fazer a verificação da autodeclaração. Sobre esse caso específico, a universidade informou que ainda não foi notificada (veja a nota completa no fim desta reportagem). Ainda não conseguimos contato do estudante investigado.


Segundo a investigação, o acadêmico entrou na UFT em 2015, ocupando uma vaga reservada para candidatos de origem quilombola. Só que a PF fez visita ao Quilombo do Gurutuba, em Janaúba (MG), onde a presidente da associação negou conhecer o investigado e os seus pais. Nos arquivos da organização não foi encontrado nenhum registro do jovem ou de seus pais na comunidade.


A PF apurou ainda que o pai do estudante é um ex-vereador em Janaúba e a mãe, uma servidora pública da Justiça de Minas Gerais que recebe uma "excelente remuneração". Conforme a denúncia, a família seria uma das mais ricas da cidade.


Na decisão que decretou o mandado de busca contra o acadêmico, o juiz João Paulo Abe afirma que "foram colhidos robustos elementos de informação suficientes para comprovar a materialidade e indicar a autoria dos delitos contra a fé pública postos sob investigação".


A apreensão e documentos também servirá para apurar o possível crime de exercício irregular da medicina. Isso porque a Polícia Federal recebeu denúncia de que o estudante estaria sendo escalado por um médico para dar plantões no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins e até realizar cirurgias em um hospital particular de Palmas.


Em visita às unidades não foram encontrados documentos que comprovassem o exercício irregular. Por isso a Polícia Federal busca elementos que comprovem o crime.


"Entendo que, no caso vertente, o aprofundamento das investigações e a coleta de informações importantes sobre os delitos ora apurados reclamam a busca e apreensão de documentos, tais como formulários, carimbos, receituários e blocos de anotações, e de dispositivos eletrônicos que se encontrem no endereço residencial do investigado", diz trecho da decisão da 4ª Vara Federal Criminal.


Entenda
A Polícia Federal cumpriu na manhã desta sexta-feira (18) um mandado de busca e apreensão em uma operação que investiga uma possível fraude cometida por um estudante para entrar no curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins. A suspeita é de que o homem tenha apresentado uma declaração falsa de quilombola para entrar pelo sistema de cotas. A ação foi chamada de Doutor Palmares.


A estimativa da PF é que o prejuízo aos cofres públicos chegue a R$ 500 mil, que seria o custo médio de uma faculdade de medicina em instituição particular. Além disso, a fraude ocasiona a exclusão social de membros de comunidades quilombola que acabam perdendo a oportunidade de desenvolvimento social.


A operação envolveu mais de seis policiais federais. O nome de Doutor Palmares faz referência ao quilombo dos Palmares, símbolo da resistência à escravatura.


O que dizem os citados
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, após intensas buscas nos arquivos no Hospital Regional de Paraíso, restou comprovado que o médico [...] não tem quaisquer vínculos com o Hospital Regional de Paraíso do Tocantins. Entretanto, é plantonista como cirurgião plástico no Hospital Geral de Palmas.
 

A SES ressalta que, irá acompanhar as investigações da Polícia Federal, bem como, proceder diligências paralelas, e caso necessário, tomaremos todas as providências administrativas que o caso requer.

Nota da Universidade Federal do Tocantins:
Para ingresso nos cursos de graduação, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) oferta além da Ampla concorrência, a reserva de vagas instituída pela Lei de Cotas 12.711/2012 (para estudantes de escolas públicas, pretos, pardos indígenas, estudantes de baixa renda e pessoa com deficiência) e a reserva de vagas que fazem parte da política de ações afirmativas próprias da UFT, que são para indígenas e quilombolas.


Para cada uma dessas cotas/reserva de vagas existe uma legislação própria e uma documentação específica que o candidato apresenta à instituição comprovando que cumpre os requisitos para utilizar essa reserva de vagas.


Estudantes que optam por concorrer às vagas reservadas da Lei 12.711/2012 precisam apresentar uma autodeclaração de Preto, Pardo ou Indígena. Já os estudantes que optam por concorrer às vagas reservadas pela política de cotas próprias da UFT (indígenas e quilombolas) devem apresentar a comprovação do seu pertencimento étnico a partir de uma declaração emitida e assinada por lideranças da sua comunidade atestando o pertencimento.


Como forma de garantir o cumprimento integral da lei, minimizando a possibilidade de fraudes no ingresso, a UFT instituiu a Comissão de Heteroidentificação que tem por finalidade fazer a verificação da autodeclaração a partir de uma banca composta por membros da comunidade acadêmica, que verifica a partir de critérios estabelecidos na legislação se o candidato possui ou não as características para ingresso pela cota para a qual ele se inscreveu.


Antes de 2020, essa comissão atuava a partir de denúncias feitas à UFT, e a partir de 2020 passou a fazer verificação com todos ingressantes por cotas étnicas. Após todo o processo de verificação, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório, caso seja verificado que o estudante não possui as características para ingressar como cotista ético-racial, ele será desvinculado da instituição.

Esse é um compromisso da UFT com o cumprimento integral da legislação e com a garantia do direito e acesso à educação e, principalmente, das populações historicamente tolhidas desse direito. É para essa parcela da população que as cotas são destinadas e são eles que precisam ocupar esses lugares.


A UFT tem atuado de forma cada vez mais incisiva em todos os processos de ingresso, como forma de minimizar os possíveis equívocos e na verificação de informações inverídicas, que possam causar danos aos demais candidatos e ao processo como um todo. Em relação à investigação pela polícia federal sobre uma possível fraude no processo de cotas por um aluno do curso de medicina, esta instituição ainda não foi notificada. Assim que a notificação é entregue à procuradoria jurídica, a mesma informa a UFT sobre o caso.

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