Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Há 30 anos no SUS, médico curado da Covid-19 diz que 'nunca viveu algo parecido' e que 'doença chega sorrateiramente'


(Por Michelly Oda, G1 Grande Minas) Após mais de uma semana internado em um hospital de Belo Horizonte (MG) para se tratar da Covid-19, o cardiologista José Goulart de Souza Júnior, que mora e trabalha em Unaí (MG), se prepara para voltar para casa. Os exames apontam a cura e uma tomografia mostra que o pulmão já funciona normalmente. Ele deve receber alta nesta sexta-feira (23).

"A população tem que se conscientizar que é uma doença grave, não há consenso científico de como a Covid-19 vai se comportar. Essa doença é altamente infecciosa e chega sorrateiramente. Quando menos se percebe, o estado de saúde já se tornou grave.”

Há 30 anos atuando no Sistema Único de Saúde e acostumado a lidar com uma grande diversidade de doenças que acometem à população, é enfático ao dizer que "nunca viveu algo parecido" com o novo coronavírus. José Goulart se formou em Medicina em 1984, em BH, onde também fez a especialização. “A escolha foi com base na vocação, nunca imaginei abraçar outra profissão”, fala.


“Todos os profissionais de saúde estão conscientes de que correm riscos por estarem expostos à doença, independente da faixa etária e dos fatores de risco. Temos visto jovens médicos que, infelizmente, foram a óbito. Vou sair daqui renovado e pronto para contribuir com o meu trabalho.”

O médico conta que, inicialmente, teve febre alta. Depois, sentiu uma leve falta de ar e tosse. Ele escolheu ir para a capital mineira por ter colegas de profissão que trabalham em BH nas áreas de infectologia e pneumologia. Quarenta pessoas, entre familiares, profissionais de saúde e pacientes, que tiveram contato com o médico fizeram testes para a Covid-19, todos testaram negativo.

“Obviamente, senti medo. Mas em nenhum momento achei que o pior poderia acontecer, sempre mantive o otimismo e segui todas as orientações dos profissionais durante o tratamento.”

José Goulart afirma que não tem suspeitas de como pode ter sido infectado. Antes do teste dele dar positivo para o novo coronavírus, havia apenas outro confirmado, de um paciente que havia retornado do Rio de Janeiro. Quando apresentou os sintomas, o médico estava há 40 dias sem se deslocar para outros lugares.

“É tempo de refletir, de as pessoas olharem para si mesmas. Muitas vezes, na correria do dia a dia, não damos atenção necessária aos nossos familiares e amigos. A doença me fez querer ser melhor em todos os sentidos”, define o cardiologista que diz ter sentido muita falta da companhia da esposa e das duas filhas.

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