Prefeitura de Varzelândia celebra 63 anos de emancipação política com orgulho e visão de futuro

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Varzelândia amanheceu em clima de celebração nesta terça-feira, 03 de março. O município comemorou 63 anos de emancipação política, reafirmando sua trajetória marcada por tradição, resistência e desenvolvimento. Sob a liderança do prefeito Amâncio Oliva, a gestão Administração Do Povo Para o Povo destacou a importância da data não apenas como um marco histórico, mas como um momento de reconhecimento à força do seu povo e à identidade construída ao longo de mais de seis décadas. Uma história escrita pelo trabalho e pela fé Varzelândia tem sua história entrelaçada à força do trabalhador rural, à cultura vibrante das comunidades e ao espírito acolhedor que define cada varzelandense. São 63 anos de construção coletiva, onde cada geração contribuiu para transformar desafios em conquistas. Da produção no campo ao fortalecimento do comércio local, da tradição religiosa às manifestações culturais que mantêm vivas as raízes do município, Varzelândia se consolidou como símbolo de perseverança e ...

Dono da fazenda Norte-América, irmão e amigo dele são tidos como foragidos da Justiça


As Polícias Civil e Militar apresentaram na manhã desta segunda-feira (12) os resultados da operação “Paz no Campo”, realizada neste domingo (11). Data em que foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, efetuada uma prisão e ainda decretado que estão foragidos o dono da Fazenda Norte-América, Leonardo de Andrade, o irmão dele, Bernardo Alexandre Andrade e o amigo, Júlio César Cardoso Torquato.

A operação foi desencadeada após o confronto na fazenda, em Capitão Enéas, na última quinta-feira (8), onde seis integrantes do movimento Frente Nacional de Luta de Campo e Cidade (FNL), que invadiram a sede do local, foram feridos. Segundo a Polícia Civil, o ex-secretário de Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros, Léo Andrade, que está em tratamento contra um câncer na garganta é o principal suspeito de ser o mandante do crime.

“Os mandados de prisão tinham como objetivo conduzi-los ao cárcere e os de busca e apreensão para pegar objetos que levassem a ligação do crime, a comprovação de que efetivamente participaram do crime. Nós temos indícios suficientes para comprovar a ligação deles e esses indícios foram suficientes para que fosse pedida a prisão deles junto ao Judiciário. O Léo é o proprietário da fazenda e as primeiras investigações o apontam como mandante do crime, o Bernardo e o Júlio são coparticipantes, eles ajudaram na dinâmica, foram realizadas várias diligências, mas eles não foram encontrados e agora estão na qualidade de foragidos”, afirma o chefe de Departamento de Polícia de Montes Claros, Renato Nunes Henriques.

Patrícia Coimbra, uma das integrantes do movimento, afirma que todo o ataque foi articulado pelos donos da propriedade e que no dia do crime, cerca de 20 homens armados desceram de um caminhão-baú, agrediram e atiraram contra os integrantes do FNL.

“Eles entraram agrediram as pessoas, atingiram crianças, tem crianças até agora no mato, quebraram carros e todo o terror que poderiam fazer, eles fizeram, mandaram amarrar as pessoas, mulheres, senhoras e idosos apanharam. Todos foram muito agressivos, inclusive o advogado e a gerente da fazenda, eu não os vi, mas os nossos companheiros viram e todos os conhecem, eles bateram e mandaram amarrar todo mundo, a gerente queimou todos os documentos”, relata.
PrisõesAté o momento, 13 pessoas foram presas e dos 11 mandados expedidos, oito foram cumpridos em Montes Claros, um na fazenda e outro em Belo Horizonte. Entre os presos, está a gerente da fazenda, Andreia Beatriz e o advogado, Robson Lima.

“Existiam mais pessoas, eram cerca de 20 pessoas e nós identificamos 12, então as investigações prosseguem para identificar os outros autores materiais do crime. Os pedidos de busca e apreensão foram para buscar provas para subsidiar o inquérito que apura o crime e foram cumpridos no apartamento da mãe do Léo Andrade, em Belo Horizonte, em algumas residências em Montes Claros e na fazenda em Capitão Enéas”, afirma o delegado Renato Nunes.

Neste domingo, durante a operação, um dos integrantes do FNL, de 22 anos, foi preso portando uma arma de fogo e usando roupas camufladas semelhantes à do exército.
“Nós, juntamente com a Polícia Civil, nos deslocamos para o local e ao chegar já deparamos com um dos assentados armado fugindo pelos fundos e foi procedida a abordagem. Apreendemos a espingarda calibre .28 armada com um cartucho e nos bolsos tinham outros quatro cartuchos. Ele usava uma roupa camuflada semelhante à do exército”, afirma o Comandante do Policiamento Especializado Tenente Coronel Rômulo Gonçalves.

Fazenda
A Fazenda Norte-América foi invadida em janeiro de 2017. À época da ocupação, o movimento divulgou que cerca de 150 famílias participavam da ação e afirmaram que a fazenda possui cerca de três mil hectares e pertenceria à Associação Educativa do Brasil (Soebras), que segundo eles, teria arrematado a fazenda em um leilão, devido a uma dívida da fazenda com um banco federal, que ainda não foi paga.

A Soebras, na época, divulgou nota negando que ela ou os fundadores da associação sejam os proprietários da Fazenda Norte-América e afirmou ainda que a fazenda possui convênio com a Soebras para as aulas práticas dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia.

Após a invasão, foi acordado que os participantes do movimento ficaram em um espaço da fazenda e não na sede, mas no dia 18 de fevereiro, cerca de 150 pessoas integrantes do FNL permanecem invadiram a sede onde permanecem.

A uma grande discussão em torno de quem seria o dono da propriedade e a polêmica foi esclarecida pela Polícia Civil, que afirma que o a fazenda está no nome da mãe de Léo Andrade.

“Eles compraram a fazenda pagando uma parte em espécie e assumindo uma dívida junto aos órgãos públicos, isso é um negócio comum, as pessoas fazem isso, as vezes compra um carro alienado, o carro está pago uma parte e eles assumem aos credores e viram os proprietários, isso é normal e não tem nada de criminoso”, explica o delegado Renato Nunes.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) confirmou que a Fazenda Norte-América está hipotecada pelo Banco do Brasil e que passou por negociação entre 2002 e 2004 e em seguida, em 2017, quando foram procurados para a aquisição do imóvel, mas pediram documentos que nunca foram entregues. O nome da pessoa que os procurou não foi divulgado.

Investigações
A fazenda possui outros registros de conflitos desde que foi invadida. Até o momento quatro inquéritos foram instaurados para apurar crimes ocorridos no local, em que os integrantes do FNL e os donos da fazenda se alternam entre autores e vítimas. O primeiro, instaurado em abril de 2017, após isso, no dia 18 de fevereiro de 2018, houve a invasão na sede e dois dias depois ocorreu uma tentativa de homicídio contra um dos responsáveis pela fazenda e, nesta quinta mais um conflito.

“Tramitam quatro inquéritos, dois que os invasores são autores e dois que os proprietários são autores. Esses quatro tramitam e em breve todos serão encaminhados à Justiça para que realmente volte a reinar a paz no campo, este é o nosso propósito, para que eventos como este não voltem a acontecer, se não houver uma ação da polícia e do Estado vira uma tragédia anunciada, pode acontecer mortes”, afirma o delegado.

Desde o último confronto na quinta-feira, o policiamento ostensivo vem sendo realizado no local.

“Aqueles conflitos na fazenda vem ocorrendo desde janeiro e desde então as policias civil e militar vem fazendo um acompanhamento, especificamente, após o fato da quinta-feira, logo que chegou a informação, pedimos reforço e conseguimos efetuar a prisão de 13 pessoas, dentre elas o advogado, a gerente da fazenda e ainda apreender 12 armas de fogo. Desde a quinta-feira, vimos fazendo o policiamento preventivo e esse policiamento será feito até quando acharmos necessário para que não aconteça nenhum fato semelhante”, afirma o Tenente Coronel Rômulo.

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