Grão Mogol mergulha em tragédia: BR-251, a “rodovia da morte”, vira cenário de caos, sangue e desespero

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A temida BR-251, conhecida por muitos como a “rodovia da morte”, voltou a ser palco de uma tragédia devastadora na manhã deste sábado (18), nas proximidades de Grão Mogol, no Norte de Minas. O cenário foi de destruição, correria e dor: duas pessoas morreram e pelo menos oito ficaram feridas após um grave acidente envolvendo três veículos. O impacto aconteceu no km 428 da rodovia, um trecho já marcado por histórico de acidentes. Segundo informações apuradas no local, uma carreta bitrem tombou na pista no sentido Salinas e, de forma violenta, atingiu um caminhão e uma van da saúde da Prefeitura de São João do Paraíso, que seguiam no sentido contrário. As imagens que ficaram para trás são de cortar o coração. No caminhão atingido estavam as duas vítimas fatais, que não resistiram à força do impacto. Já na van da saúde, que transportava pacientes, o cenário foi de puro desespero. Sete pessoas estavam no veículo no momento da colisão. Entre os feridos, casos graves chamaram a atenção das eq...

Seminário discute crise hídrica

A Assembleia Legislativa realizou nesta terça-feira (30), no Centro Cultural, o primeiro encontro regional do Seminário Legislativo Águas de Minas III – Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade. Durante o encontro, foi apresentado um panorama sobre a situação dos recursos hídricos na região, a partir de diagnóstico formulado pelos comitês de bacias hidrográficas e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Após as exposições de autoridades e especialistas, foram constituídos grupos de trabalho para consolidar propostas relacionadas à temática do evento. As proposições serão encaminhadas para a plenária final, a ser realizada em Belo Horizonte em setembro.
O nome “Águas de Minas III” remete a seminários anteriores da ALMG, realizados em 1993 e 2002. Há pelo menos duas décadas, o Parlamento mineiro busca, em conjunto com a sociedade, debater o tema e apontar caminhos para as políticas públicas do setor. Em parceria com órgãos do poder público, entidades sindicais, empresariais e movimentos sociais, o seminário vai abordar, nesta edição, questões como crise hídrica, gestão dos recursos hídricos, saneamento básico e usos da água na mineração, indústria, agricultura e geração de energia.
O seminário legislativo se desdobra em várias etapas. Entre abril e junho, aconteceram as reuniões preparatórias do evento. As comissões técnicas interinstitucionais, por sua vez, se reunirão entre maio e junho. Em agosto, será realizada consulta pública on-line. A etapa final do evento será realizada entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro, no Plenário da ALMG. Mas antes, entre junho e agosto, serão realizados encontros regionais para avaliar a situação das 36 bacias hidrográficas do Estado.

SECA E DEGRADAÇÃO PREOCUPAM COMITÊS DE BACIAS
O encontro regional de Montes Claros tratou das bacias hidrográficas dos Rios Verde Grande e Jequitaí-Pacuí, duas das dez unidades de planejamento e gestão dos recursos hídricos que compõem o agrupamento de bacias do Rio São Francisco. De acordo com o relatório da Comissão Extraordinária das Águas da 17ª Legislatura, a revitalização do São Francisco é considerada a medida mais urgente pelos comitês de bacia da região.
Conforme o relatório, o rio agoniza há anos, com lançamentos de esgoto bruto, e se encontra em avançado estágio de degradação, que vem se agravando pela significativa redução do volume de suas águas. O documento afirma ainda que essa realidade se repete em todo o Estado. “Cerca de 90% dos municípios mineiros não elaboraram os seus planos municipais de saneamento básico, exigidos pela Lei Federal 11.445, de 2007”, diz o relatório.
O despejo de resíduos sem o tratamento adequado e a paralisação das obras de saneamento básico em trechos da bacia Jequitaí-Pacuí são os principais problemas enfrentados no Norte de Minas, segundo o presidente desse comitê, Robson Rafael Andrade. Ele afirma que, há dois anos, as obras iniciadas a partir de convênio com a Codevasf estão suspensas. “A retomada dos trabalhos se faz urgente. Essa é a única medida capaz de fazer cessar a poluição no Rio Jequitaí”, ressalta Andrade. De acordo com dados do Igam, a bacia hidrográfica dos rios Jequitaí e Pacuí tem área de drenagem de 25.129 km², onde vive uma população de 260.597 habitantes.
Já em torno do Rio Verde Grande, a seca tem castigado a população nos últimos dois anos. Segundo informações do Igam, essa bacia hidrográfica abarca 24 municípios, com área de drenagem de 27.043 km² e 663.029 habitantes. O clima semiárido da região é naturalmente marcado por uma temporada seca anual superior a seis meses.
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Rio Verde Grande, João Damásio Frota Machado Pinto, afirma que a “peleja” com a seca é constante na vida dos moradores da região. No entanto, os impactos da escassez de água poderiam ser minimizados, na sua opinião. Ele afirma que a estiagem típica do clima semiárido ou provocada por problemas ambientais poderia ser parcialmente contornada se fossem criadas barragens para garantir o armazenamento de água.


Fonte: Jornal de Notícias Montes Claros

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